sexta-feira, 30 de junho de 2017

Por que tão insegura, menina?


Muito provavelmente, não é a primeira vez que falo sobre isso aqui. Os dias passam e eu sigo a nutrir um medo de críticas e, portanto, uma insegurança que passa do limite do aceitável. Tudo isso combina com o clássico "sofrer por antecipação". Pode soar ridículo e um tanto quanto absurdo, mas demoro a ler e-mails, mensagens no Facebook e no Whatsapp por conta disso. Sinto um medo de ler algo horrível sobre mim. Parece que, a qualquer momento, alguém virá dizer que tudo o que eu faço é ruim. Ou nem tão bom assim.

Dia desses, estava assistindo ao Canal GNT e, durante um intervalo, passou o depoimento de algumas mulheres "famosas" sobre autoconfiança. Eis que ouço a youtuber Jout Jout confessar: "Quando clico em publicar o vídeo, eu fecho a página e saio correndo." Talvez não foi exatamente com essas palavras, mas foi isso que ela quis dizer. Ufa! Eu não sou a única. Identifiquei-me com e, até então, nunca havia ouvido alguém falar com todas as letras o que eu sempre tive vergonha de admitir. É uma mistura de querer mostrar e não querer mostrar o que achamos que fazemos bem. 

Por quê? Por que tanta insegurança? Não sei o porquê de eu ainda relutar tanto em saber a reação das pessoas a respeito do que faço, escrevo, crio. Acho que eu espero sempre o pior. Mesmo sabendo que ele não virá, eu espero. Na minha vida profissional, houve momentos em que a primeira coisa que vinha à minha cabeça, a cada vez que uma tarefa era dada a mim, era a de que eu não iria conseguir fazer aquilo. Por mais que eu soubesse que, sim, eu era mais do que capaz, esse pensamento era inevitável. Normalmente, meninos não sentem tanto essa falta de autoconfiança. Não vou entrar na discussão disso ser fruto da sociedade machista em que vivemos, mas é verdade.

O maior problema é a possibilidade do medo do que os outros vão dizer atrapalhar as minhas próprias criações. Não é segredo que o medo impede que a criatividade flua, livre, leve e solta. Talvez eu me policiei demais. Talvez eu me explique demais. Talvez eu fique longe demais de mim mesma. Não sei... Não é fácil. Nunca é fácil. Preciso repetir para mim que a minha própria avaliação basta. Se eu gostei, amei, aprovei, está ótimo. Minha parte está feita. Quem sabe, um dia eu chegue lá. Quando esse momento chegar, talvez eu não precise mais escrever textos como esse.

*Toda sexta-feira, às 10h, tem crônica nova aqui no blog. Gostou? Deixe seu comentário. E volte sempre!

4 comentários:

  1. Que, se te importa o aprovar alheio, sejas feliz nessa tua cela.
    GK

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    1. Não tinha pensado sob essa perspectiva... :)

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  2. Tenho 22 anos, sou do sexo masculino e me identifiquei muito com o texto. Sou exatamente como você.

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    1. Ooooi!
      Não sei se digo que bom ou que pena que você se identificou! hehehe
      Estamos juntos na luta por mais autoconfiança, então! Boa sorte pra nós! :)
      Obrigada pela visita e pelo comentário!

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