segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Se foi... Se vá, 2014

O que faltou no meu 2014? Um namorado. Pra me ouvir, pra me animar, pra me amar, pra me liberar endorfina, pra viver. Mas já que ele não veio, eu perdi a pressa. Mentira. hahaha Enfim, vamos passar para outro assunto. Porque dizem que quanto mais se fala e se cutuca e se pede, mais demora para tal desejo chegar. O mais engraçado é que eu sei que tudo de importante que me aconteceu e fez com que a minha vida mudasse aconteceu de repente, quando eu nem sequer podia imaginar que algo grande poderia acontecer. Não adianta nada ficar pensando e pensando e bolando e "desbolando" formas de atrair um cara legal. No fundo, eu sei que vai ser de novo assim: pimba! (Mas também não precisa demorar muito, né?) 
É, no meu ano par faltou também diálogo. E põe falta de diálogo nisso. Faltou família. Toneladas de família. Dói dizer isso, mas é verdade. E o pior é que eu cansei de tentar remediar. Deixei tudo como está, que se foda. Foquei em mim. Gente do céu, como eu foquei em mim nesses últimos 360 e poucos dias. Sabe aquele conselho "Em primeiro lugar, pense em você. Em segundo lugar, pense em você. Em terceiro lugar, pense em você"? Pois é, segui à risca. Não no sentido de ser egoísta, mas no sentido de que eu não consigo resolver todos os problemas do mundo, nem tenho obrigação de tentar consertar tanta coisa que anda mal por aí. Paciência, cuidando de mim já está de bom tamanho. Não que por isso eu parei de me culpar. Ainda me culpo, mas estou trabalhando nisso. Eu tive mais raiva do que o "normal" nesse ano que está chegando ao fim. Fiz uma lista (mental) das três pessoas que eu odeio nesse mundo e que se um ônibus passasse por cima delas seria um agrado à humanidade. Eu estaria lá pra ver. Na minha cabeça já vi a cena váááárias vezes. Ok, não é pra tanto. (Ou é, vai saber... hahaha) Ah, senti muita saudade. Muita. Mas passa, tudo passa.
Teve muita coisa boa, também. =) Conheci pessoas maravilhosas, que me inspiram a ser uma pessoa e uma futura jornalista melhor. Pessoas que me valorizam, que me corrigem, que me alegram, que me ensinam. Enfrentei muitos desafios, enormes desafios para quem ainda é - mas já foi muito mais - tímida. Nunca o meu coração disparou tanto, mas de adrenalina. Adrenalina boa. Devagarzinho, eu vou me conhecendo e me superando na profissão de repórter, jornalista, contadora de histórias. Não é fácil, mas não é mesmo. Teve estresse, vergonha, tensão, gaguejar, falta de ar, medo, erros de concordância, pressa, dificuldade pra pegar no sono, adversidades. Faz parte, não faz? O negócio é aproveitar cada chance para crescer.
Em 2014, fiz novos amigos, revivi e fortaleci amizades. Fiquei sábados à noite demais em casa, isso é verdade. Por outro lado, dormi bastante. Bebi pouquíssimo vinho, shit. Cumpri algumas das promessas que eu mesma fiz no começo do ano. Parei de agredir a pele do meu rosto. Ok, parei uns 95%. Convenhamos, foi um baita avanço. Fiquei seis meses sem ir pro pilates, mas voltei. Ano que vem só continuar. Atéééé que consegui economizar dinheiro. Não é fácil, mas vamos que vamos. Continuei firme e forte na minha meta de ganhar a láurea acadêmica quando me formar. Não aprendi a cozinhar... Ainda tenho esperança de casar com um Jamie Oliver (ou um Rodrigo Hilbert) da vida. Aliás, voltei atrás e agora quero casar. O casamento da minha irmã foi tão lindo, tão cheio de energia positiva, que eu também quero poder celebrar o amor um dia. Conheci novas pessoas e novos lugares. Tentei deixar pra lá minha insegurança e o meu medo, aumentando a minha coragem.
Em 2014, eu me observei, eu me autoconheci mais, eu me explorei. Tentei vasculhar os meus sentimentos, minhas dores, minhas alegrias. Só por isso, teria valido a pena. Mas aconteceu tanta coisa que me alegrou, que valeu muito a pena. Percebi que eu posso sonhar muito alto e que, mais do que isso, eu posso chegar lá. Quem disse que não? Quem não arrisca não petisca. Só chega lá quem gosta do que faz. E se eu ainda tinha alguma dúvida, hoje eu não tenho mais. Depois da última aula deste ano, senti uma emoção tão grande que me fez chorar. Sentei no ônibus e deixei a lágrima cair. Chorei de alegria, de emoção, de intensidade. Foi tão bom ir pra aula, aprender, conviver com minhas profs, meus profs, me divertir com minhas colegas, que eu percebi que é só isso que eu quero pra mim: amor. O resto vem.

Pra mim, um 2015 cheio de amor.


domingo, 7 de setembro de 2014

Imóvel

Meu desânimo às vezes é tão grande que eu tenho medo. Medo de mim, medo de ficar fora de mim. Medo de ser uma idiota. Ou mais idiota ainda do que eu já estou sendo. Eu preferia morrer de raiva, de ódio, de vontade de quebrar a cara de alguém. Só que em vez disso eu me desanimo. Parece que perdi a força, a vontade, a coragem de reagir. Parece não, eu perdi. Mentir não vai melhorar as coisas. Mas já me fez tão feliz... Enfim, não que eu estivesse alguma vez alcançado algum patamar muito alto de esperança, mas também fazia tempo não via o fundo tão de perto. Tem dias que eu pareço acordar melhor, mas tem dias que eu nem quero acordar. E eu nem poderia estar reclamando. Sou uma baita de uma mal-agradecida mesmo. Que saco. Eu sou mesmo uma idiota. Imóvel, caminhando por aí.

sábado, 30 de agosto de 2014

Eu nunca saberei

Esses dias, eu andava pela Av. Júlio quando percebi que a vida é um total paradoxo. É pura contradição. Sorri, suspirei e continuei a caminhar em direção à parada do ônibus. Os outros podem discordar, mas eu falo por mim. Ao mesmo tempo que eu quero mais zeros na minha conta, odeio a musiquinha do despertador do meu celular. Quero muito afastar o tédio dos finais de semana, mas a preguiça de mobilizar o meu corpo, a minha mente e a minha vontade é quase sempre maior. Quero escrever e escrever, mas nunca sento para realmente fazê-lo. Quero beber e acordar sem ressaca. Quero sair dirigindo sem precisar treinar antes. Quero vencer, mas tenho medo de não saber lidar com a vitória. Vivo pra mim, mas vivo também para os outros. Faço de tudo para não lembrar, mas pouca força para esquecer. Quero gostar, mas sem sentir. Por que se for sentir, vai doer. Uma hora vai doer. Cedo ou tarde, vai doer. Só que eu gosto é de intensidade, mas não quero sentir o tombo depois. Pode ser? 

domingo, 8 de junho de 2014

É...

Eu não sei exatamente por que eu não escrevo mais aqui. Por que eu não tenho mais - a mínima - vontade? Nunca o Multicromática foi tão cinza. Acho que me falta combustível. Sei lá... Parece um fardo, uma bobagem, um saco. Pra quê escrever aqui? Me diz, pra quê? Todos os possíveis motivos parecem menos interessantes do que fazer meus trabalhos da faculdade. Acho que acabei transferindo o meu bode expiatório para outro local. Já que, enquanto o blog fica às moscas, vou fazendo as minhas sessões de terapia comigo mesma enquanto tomo banho, vejo a chuva cair pela janela do ônibus, espero os carros pararem para o sinal vermelho, viajo por dentro de mim mesma. Ando descobrindo coisas interessantes. Nem por isso felizes, mas que valem a pena refletir. Sério. Acho que daria para uma boa psicóloga. Se bem que é óbvio que eu ajudaria todos, menos eu. 
Ah, pois é. Mais um inverno para sobreviver. Sozinha, cercada de gente. 

domingo, 20 de abril de 2014

Fênix capenga

Hoje é Páscoa.
Não que eu seja muito católica (não mesmo), mas quem sabe é um bom dia para voltar aqui. Ou acordar, em outro sentido.
A verdade é que eu não tenho desempenhado muito bem o papel de 'renascer' todos os dias. Eu simplesmente acordo, desejo morte ao despertador do meu celular, vou pro estágio, vou pra faculdade, volto para casa, durmo e desejo que a noite passe bem devagar para demorar o máximo possível para o infernal despertador tocar novamente. Isso não é exatamente praticar o conceito de renascimento every fucking new day, como prega Jesus na cruz (que trocadilho! haha).
Enfim, acho que é um bom momento para refletir se eu ando fazendo a minha vidaloka #sqn valer a pena. Se eu realmente quero mudar as coisas ou deixar tudo mesmo como está - ou estava. Queria que meu 'poder' de fênix tivesse mais poder, como eu achava que era. Sei lá, dá preguiça. Tem dias que dá preguiça até de respirar, imagina de mudar. É muito mais fácil ficar me lamentando. 
Coelhinho, me ajuda a dar mais cor para a minha alma a partir de hoje? Ou mais gosto de chocolate. Ou mais gosto de amor.