terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um mês

Um mês. 30 míseros dias. 30 infinitos dias. 30 malditos dias. 30 dias. Um mês daquele dia que começou e terminou chuvoso, dentro e fora de mim. Os dias, as horas, os minutos perderam tanto o sentido depois do fim, que eu não sei dizer se passou pouco ou muito tempo. Ele passa, de qualquer forma. Puts, será que todo fucking dia 26 eu vou me lembrar disso? Por favor, meu bom Deus, livre-me desse peso. Por favorzinho, já não me bastam os milhares de "lembretes" por aí, não me faça ter mais um.
Mas - olha só que bela constatação! - eu não morri. Não morri, baby. Eu quis, mas sobrevivi. Quase, mas aguentei. Emagreci umas gramas (talvez um quilo), minhas olheiras deram uma boa aumentada, os dias perderam um pouco da cor, as flores da primavera quase passam despercebidas, as músicas precisam ser cuidadosamente selecionadas, os pensamentos precisam ser forçados a trocar de assunto, mas nada que não melhore com... Pois é, sei lá com quê. A vida ficou mais lenta, mais dolorida, mas ainda é a vida.
É difícil colocar a cabeça no travesseiro e tentar fechar os olhos o mais rápido possível. É difícil abrir os olhos. Eu ainda não quero, nem consigo, nem ouso, pensar que, sim, aquele foi o último beijo que os meus lábios encontraram os teus. Aquela foi a última vez que eu senti o teu perfume no teu pescoço. Aquela foi a última vez que eu deitei no teu peito e ouvi teu coração bater (uma das melhores sensações do mundo, uma das sensações que eu mais vou sentir falta). Aquela foi a última vez que nós andamos de mãos dadas. Aquele foi o último lençol que nos envolveu. Tudo isso me dá um desespero insano. Enlouquecedor.
Mas eu finjo que está tudo bem. Um dia há de ser verdade.

Dica do Dia da Vida: no more feelings, no more tears. (Sem a porra do sotaque inglês, por favor. Londres é o último lugar que eu quero conhecer na vida. O que eu quero em um lugar nublado? A vida é dura demais para merecer isso.)

Pior é que birra mesmo. É hora da raiva. Eu juro que tentei lutar contra (ok, nem tanto), mas é mais forte que eu. Desculpa Osho. Eu sei que vai passar, mas por enquanto não está dando para segurar. Eu nem luto contra ela. Eu a admito, eu a grito, eu a repito. Sabe como é... Nunca vou crescer mesmo quando o assunto é coração. Desculpa, mundo. Eu não sei ser de outro jeito.