domingo, 1 de setembro de 2013

Back to Black

É quase um crime escrever um post só por mês. É quase um crime deixar um blog ao relento por quase trinta dias. É quase um crime não escrever cada vez mais e, sim, cada vez menos. É quase um crime deixar o estresse respingar no meu refúgio, a ponto de deixar-lhe ao mofo. É quase um crime tirarem o tempo de mim. É quase um crime eu mesma sabotar o meu tempo. É quase um crime eu achar que não tenho inspiração. É quase um crime deixar o inverno penetrar no meu blog. E fazê-lo se recolher, mesmo que forçado.
Algo me diz que talvez eu evite sentar na frente do notebook e abrir uma "Nova Postagem". Porque eu não sei se quero, se me orgulho, se me faz feliz o que eu estou vivendo. Às vezes nem sei se vivo mesmo. Ou se só estou contando os dias, sem mais nem menos, sem menos nem mais. Acho que eu ando numa gangorra. Uma hora eu subo, outra eu desço. Às vezes muito lentamente, às vezes rápido demais e eu acabo caindo um tombo. Eu tento fazer a vida correr, mas eu tenho mais pressa e me atropelo.
E é setembro já. Já!!! E eu tento disfarçar, mas uma agonia cresce e se instala no meu peito. Forte. E o que era bom, agora não parece mais tão bom assim. Parece que o fim do ano vai chegar e vai ser mais um ano que não tentei de tudo, que não sorri tudo o que tinha de sorrir, que não beijei tudo o que eu tinha que beijar, que não gemi tudo o que eu tinha que gemer. Um ano meio apagado, meio conflituoso, meio diferente. Teve coisa boa, mas eu pisquei e elas se foram. Volto sempre à estaca zero.
Puta merda, que vida de lamentação a minha. Que vida mais estranha, mais sem sentido. Eu preciso de mais amor, eu preciso de mais intensidade, eu preciso de mais vinho, eu preciso de mais dor, se for preciso. Eu preciso de mais loucura, não me sinto bem quando fico muito tempo sã. Ser sã me dói. Fico triste, desanimada, parece que a vida realmente não tem jeito e eu não sei porque ainda tento fazê-la diferente. E eu não sei a quem olhar, a quem falar, a quem esbravejar. Então eu brigo comigo mesma, eu falo comigo mesma, eu tento compreender a mim mesma.

E esse texto ficou uma confusão. Igual a mim.