domingo, 16 de dezembro de 2012

100

100 é um bom número.
É bonito, é elegante, é glamouroso.
Mas ainda é pequeno, ainda é inocente demais,
perto daquilo que meus sonhos ousam ousar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tomara que não

Eu não quero que o mundo acabe. Por favor, eu não quero. Chega de tanto falar nessa profecia. Chega! Falar coisa ruim atrai coisa ruim, sabia? Melhor fica de boca bem fechada, assim essa mentira parece mesmo mentira. 
Eu ainda tenho muita saudade para ir embora assim sem mais nem menos, sem aquele abraço quentinho de novo em minha pele. Ainda tenho roupa nova no armário, ainda com a etiqueta. Um vestidinho preto que eu quero usar em um jantar naquele apartamento. Ainda tenho três anos para me formar. Eu preciso chegar lá. Ainda tenho muito que provar a mim mesma. Tenho muito que correr atrás, tropeçar e levantar.
Não posso ir embora sem antes ter uma foto na Torre Eiffel, outra na Times Square, uma no Corcovado e outra ali na sorveteria da esquina. Não admito ir embora com o ingresso da festa do réveillon já comprado, com o espumante já gelado. Tudo não pode ir pelos ares antes das minhas compras feitas online chegarem. Bem agora que eu ganhei uma caixinha do correio. Ainda não comprei um carro, nem um apartamento, nem consegui economizar um centavo para o meu Iphone. Ainda preciso começar a rabiscar minha lista de sonhos de consumo. Ainda preciso rasgá-la e só querer amor, uma cerveja e um chocolate. 
Não posso parar de respirar antes de perder o fôlego mais muitas e muitas vezes. Não quero fechar os olhos para sempre sem antes enjoar de olhar para ele. Não é justo. Quero ficar sempre de olhos abertos. Se for para baixar as pálpebras, que seja para beijar. Não quero deixar de sentir o gosto do doce, do amargo, da vida. Ainda preciso perder o medo de água, de altura e de cobra. Ainda preciso perder o medo de ser eu mesma.
Às vezes esse lugarzinho chamado Terra é bem cruel, el, el. Não tem dó de ninguém. Nessa hora, eu quero que tudo se exploda. Logo, de uma vez só! Perdi a conta de quantas vezes isso passou pela minha cabeça. But, no, baby, no! As coisas boas iriam junto para o ralo. Minhas fotos e suas lembranças desapareciam forever. E sim, eu adoro clichês: sempre vale a pena continuar de pé, sempre. Ainda está valendo a pena, ainda dá para sorrir. Por mais que tudo esteja uma big shit, por mais que às vezes sair da cama pareça ser uma das tarefas mais difíceis a se realizar. Quando parece que o tempo não passa. Quando parece que ele voa. Quando eu só quero que a distância encurte. Quando eu não sei qual dúvida é a mais cruel. Quando a vida quase perde a graça. Mas, pensando bem, se às vezes viver pode não ter tanta graça, imagina morrer? Deus me livre, isso sim que deve ser um saco. Oh, 22 de dezembro, fica ligado: você está sendo mais aguardado do que o Natal.

Eu só quero continuar nas minhas tentativas de ser feliz.