sábado, 30 de junho de 2012

Winter Sucks

Inverno vá para o inferno. No inverno a minha saudade piora. Por isso eu odeio ainda mais essa estação. Na minha cama de solteiro cabe mais um, apertadinho. De que adianta, de nada serve. Esquece. Bobagem, bobagem. O coração sempre desejando aquelas batidas companheiras.

Desculpe... Por sentir demais, escrever demais, endoidecer demais. Pulsar demais.

Quem sabe o problema todo seja esse.

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É claro que existe a saudade do corpo. Vontade do corpo. Não é pequena, não. Mas eu tenho vontade da conversa. Saudade dela, também. Contar o que está acontecendo na minha vida. É tão bom. Acho que nunca tinha realmente sentido tanta falta nesse sentido. Talvez porque pulei a psicóloga essa semana. Quero te contar o porquê. Contar-te que nunca, jamais, nem cheguei perto, de estar animada do jeito que estou para o próximo semestre. Não existe mais aquele medo. Agora há a vontade de aprender.

Sabe, o quanto isso me faz bem. Eu, que não era de falar, querendo falar. O quanto guardar me deixa down. Percebi que me faz bem.

Vá para a neve. Vá para o frio. Eu te mantenho quentinho. Aqui dentro.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ela, de novo

Sinto tanta saudade. Já foi pior, mas saudade é saudade. Ela vem acompanhada da distância. Aquela desgraçada, sem graça alguma. Distância á uma coisa que merece cuidado. Costumo lidar bem com ela, até que... Eu tenho medo dela. Essa distância é traiçoeira.
Ai, que saudade. Nem chega a doer, agora ela já me tomou por inteira. Eu deixo e não abro o bico. Eu devo gostar dela, no fundo, senão não a teria como companheira de vida há um bom tempinho. Ainda bem que agora mato o meu tempo com outras coisas interessantes e ela dá uma saidinha de vez em quando. Mas é só um piscar em falso e pimba! Ela está ali novamente. 
Eu queria estar perto. Ontem, hoje, amanhã. Eu fiquei, meu Deus que complicação. Eu fiquei querendo ir. Burra. Mas não dava... Ou será que dava? Culpa, vá embora.
Ai meu Deus, que a saudade não me faça chorar e que a distância diminua logo, logo, logo.
E não volte a crescer. 
Impossível. 
Merda.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eu, sem rodeios

Eu adoro as minhas manias. Ou seriam as minhas neuras? No fundo uma deve ser o sinônimo da outra. Então, tanto faz, gosto delas de qualquer jeito. Elas devem ser tão chatas e estranhas que devem fazer parte do meu encanto. Afinal, temos que gostar das estranhezas do outro para o coração pulsar de verdade por aquela pessoa especial. (Resquícios do dia 12? Talvez...) Arrisco dizer que ele mora no meu coração por causa também, mesmo um tantinho que for, de alguns hábitos que ele não abre mão e eu aprendi a respeitar. Acho graça. Talking about me, eu admito, confesso, revelo... Sou uma escrava perante essas "esquisitices". Porque eu só saio de casa se calcei primeiro o pé direito. Aliás, nem dentro de casa eu ando de pantufa se coloquei o pé esquerdo primeiro. Deus me livre! Já começo pensar que mil e uma tragédias vão acontecer. Posso estar mega atrasada, mas vou parar e sentar e calçar o pé direito primeiro. Uma mania do tipo superstição. Melhor não dar chance para o azar. Eu me previno. Pense o que quiser. Porque só começar com o pé direito quando muda de casa, de trabalho, de namorado? Eu começo com o pé direito todo santo dia. Outra dessas minhas particularidades é chegar em casa e tirar o anel, os brincos e as pulseiras. Enquanto eu estou fora de casa, esses acessórios não me incomodam nadica de nada. É só eu colocar o pé no meu lar doce lar que, pronto: necessito tirar esses trecos. Aí sim me sinto muito mais leve. Talvez esses adereços caracterizem outra minúcia minha... Eu faço uso deles todos os dias quando saio de casa. Posso ir para a padaria comprar pão, mas eu não saio sem as minhas quatro pulseiras de cristal, meu anel (que virou o anel da sorte, só para constar) e meus brincos. Esses últimos eu mudo quando me dá na telha. De qualquer jeito, todos devem ter percebido que esse conjunto é minha marca registrada. Sei lá. Eles são discretos e chamativos na medida certa. Combinam comigo, se não fosse isso não os usaria todo dia em todo lugar.  Deixo pensar em algumas outras manias minhas... Serve odiar a luz branca (maldita vez que inventaram a lâmpada fluorescente), achando-me feia só de imaginar parar em um espelho iluminado por essa luz horrível? Não suporto ficar me olhando no espelho mais que alguns poucos minutos com essa luz branca. Perdoem-me os ambientalistas, sou fã número 1 da luz amarela. Viva a lâmpada incandescente! Hahaha Lembrei de uma muito boa! Quando como alguma daquelas bolachas que vêm cheias de furinho (tipo água e sal, maisena e etc.) não consigo comê-las sem antes preencher todos os buraquinhos com MuMu. Hahaha Essa é outra coisa que me dá nos nervos. Melhor parar por aqui... Devo ter deixado claro que tenho alguns neurônios doidos.

E sabe o que eu acho disso tudo? Eu adoro! E não pretendo mudar nada em nenhuma delas...

sábado, 9 de junho de 2012

Hopeless Place

Chega desse endereço. Já deu. Já passou da hora de nos mudarmos daqui. Chega desse ar impregnado de ganância que me machuca, me mata lentamente. Deve ser cancerígeno. Chega dos quilômetros de distância dos vizinhos que estão a metros de mim. Milhas e milhas de distância do meu coração, mesmo estando no meu sangue. Chega de toda essa poluição em meio ao verde. Não quero mais acordar e ver essa paisagem sem graça na janela. Enjoei. Faz tanto tempo que enjoei. Aliás, nunca gostei. Quero concreto, quero cinza. Quero mesmo. O verde eu deixo para quem gosta. Deixo para quando sentir saudades. Deixo para nunca. Quero liberdade. LI-BER-DA-DE. Entenderam? Chega dessa prisão revestida de lar. Ir a pé comprar o pão, ir a pé fazer a unha, ir a pé pegar o ônibus, ir a pé ser feliz, sacou? Todo esse isolamento não me fez e não me faz bem. Faz-me muito mal, isso sim. Ai, como eu odeio o lugar ondo moro. Como odeio, Jesus! Quanto estresse, é puro estresse! Aqui não tem esperança. Aqui a gente só espera coisa ruim, só espera o pior. Aqui não tenho vontade de sorrir, não tenho vontade de me levantar todas as manhãs. Só tenho se for para fugir para outro lugar naquele dia. Mas amanhã terei que voltar de novo. E de novo, e sempre. Ai, como me dói morar aqui. Como me dói. Eu quero tanto deixar tudo isso aqui... Eu não sei como será, mas será melhor, isso eu sei.
Eu quero falar "oi" para o vizinho, quero ter que esperar o elevador, quero endereço decente, quero caixinha do correio, quero vida. Vida de verdade. Sofrimento não é vida, sofrer é ruir. Aqui a gente vive, mas quase morreu. Aqui não é bom viver, aqui não é nada bom. Vocês não entendem, aqui é pior que pesadelo, aqui o pesadelo é real. Aqui eu não sou feliz. E eu só quero ser feliz. Longe daqui.

O dia que eu tirar os pés daqui eu nunca mais volto. Nunca mais.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Simplesmente Aquariana

Nunca liguei muito para esse negócio de astrologia. Apesar de que há alguns anos atrás comprava revistas teen só pelo horóscopo que estava nas últimas páginas. Não podia deixar de saber a probabilidade de encontrar o amor da minha vida naquela semana. Bom, mas essa fase já passou. Ok, continuo não resistindo e sempre leio as previsões para o meu signo em qualquer jornal ou revista que eu pegar na mão. Hahaha Isso é intrínseco à alma feminina, só pode!
Voltando ao assunto principal que quero relatar aqui, essa parte astrológica da minha vida é quase um mistério. E eu adoro. Curte só: nasci no dia 19 de fevereiro. Milhares de revistas dizem que nesse dia já é peixes. Outras milhares afirmam que ainda é aquário. Tem ainda o tal horário que eu vim ao mundo, que influencia nisso tudo também. Como eu fico no meio dessa zona? Eu estou nem aí. Agradeço todo dia por ter nascido antes do tempo (thanks, doctor!) e não ter parado no mês de março. Amo o mês de fevereiro e tudo o que vem com ele. Aquele verão que continua lindo... Aquele fevereiro que todo mundo tem alguma história para contar. Aquele mês mais curto que é para a gente aproveitar ainda mais antes de ele chegar ao fim. Sou aquariana, antes de tudo, porque me sinto assim. Sei lá, não simpatizo nadica de nada com o signo de peixes. Nunca parei e pensei: "Hoje preciso definir o meu signo". Simplesmente sempre fui e vou ser de aquário e ponto final. Aquariano é misterioso, vive no mundo da lua. Assim posso ter uma desculpa sempre pronta quando insistirem em dizer que eu sou avoada. Tudo culpa da posição dos astros na hora que chorei pela primeira vez.
Sou uma mulher aquariana. Há mil definições para elas. Ainda estou me descobrindo, algumas talvez nem saiba que levo comigo. Penso que me encaixo no olhar marcante que é atribuído a elas, a dificuldade em expressar o seu carinho e o seu amor, a liberdade que tanto prezam, a simplicidade que fazem delas pessoas ainda mais especiais. A timidez sempre me acompanhando também. Sou imprevisível, será? Não sei... Talvez sim. Fico viajando, viajando na maionese, no ketchup, na mostarda...

Ops, acabei de fazer isso. De novo.

Ser aquariana me faz mais feliz, simples assim.