sábado, 31 de março de 2012

Eu me sinto

Eu me sinto leve, como jamais me senti na vida. Saiu aquela pressão toda que eu levava a tempo nas minhas costas. Nos meus dias cinzas e nas minhas noites sem estrelas. Acabou. Eu vou dormir leve, eu acordo leve. É quase como flutuar. Parece que injetaram tranquilizante nas minhas veias. Pela primeira vez eu realmente sinto que eu posso, que eu posso chegar lá (as outras vezes foi mal e mal superficialmente). Chegar aonde todo mundo chegou ou ir mais longe ainda. Aos poucos a minha confiança aumenta e me deixa mais crente em eu mesma. Mas, às vezes, ainda visito o fundo do poço. São momentos rápidos, nada agradáveis. Felizmente, cada vez mais raros. Mas tudo ficou melhor. Aquela confusão toda que tomava conta de mim foi passando, quase sem eu notar. E olha que eu cheguei a pensar que eu não ia sair nunca mais do olho do furacão. Mas o dia clareou e a vida sorriu de volta.
Só tem uma partezinha que me incomoda. Incomoda-me, aliás, só porque eu deixo. Ela molha meu travesseiro de vez em quando. Sabe como é, sou uma menina boba, uma medrosa que vive temendo as respostas. E as perguntas e os olhares e os pesadelos. Estou em uma fase em que os meus fones de ouvido tocam Kid Abelha, Cássia Eller e Marisa Monte. Sei lá, acho que eu prefiro ouvir em português mesmo, sem precisar pensar demais. Ouvir em inglês não é a mesma coisa. As vozes delas parecem quase que me reconfortam. Suavizam a tensão que invade meu corpo e meus sentimentos. É bom ouvir que eu não sou a única nesse mundinho que quase morre quando diz adeus, que sabe que o problema não é porque está muito frio ou muito calor, que não consegue achar normal meninas do seu lado ou então que basta um abraço seu e minha vida se enche de graça. Ah, também não sou só eu que vive com sintomas de saudade. Aiai, essa vida.

Calma. Tudo vai se resolver, antes mesmo de eu perceber. Então vou sorrir ou chorar em paz.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Abri os olhos

Senhor, meujesuscristinho, como passei tanto tempo fazendo aquelas coisas chatas? COMO, COMO, COMO MEU DEUS? Eu devia estar louca da cabeça, do coração, dos rins, de tudo. Posso ser feliz pelo resto da vida por não ter cortado os pulsos nesse período crítico da minha vida. Hahaha. Hoje eu rio, mas ano passado foi tenso o negócio. Pensar que eu perdi minhas lindas horas de sono e meus finais de semana torturando-me no Cad... Melhor nem pensar. A verdade é que eu era o tal cego da famosa e sábia "o pior cego é aquele que não quer ver". Aliás, comecei esse texto em um bloco que eu comprei com a ideia de desenhar. EU, DESENHAR!!!??? WTF??? Nem minhas pessoinhas de palito conseguem ficar decentes, imaginem uma igreja em uma perspectiva com dois pontos de fuga, sem régua e ainda com sombra. Impossível. Humanamente impossível para mim.
Se eu estivesse fumando um baseadão na hora da inscrição do vestibular para Arquitetura e Urbanismo, eu até tinha uma desculpa razoável. Mas não, eu estava (in)consciente. E daí começou toda a lambança da criança aqui. Eu fui deixando, deixando... Mais um semestre, mais dois semestres, mais três semestres, mais minha vida toda quase. Não quis enfrentar o problema de frente. Boboca. Tive medo de tomar uma decisão. Covarde. Não tive coragem de parar e pôr em pratos limpos o que eu realmente estava fazendo da minha vida e da minha felicidade. Stupid. Ahhhhhhhh, se eu soubesse antes o alívio que eu senti no último dia de aula do semestre passado, mais ainda no primeiro dia de aula desse ano, eu teria parado a tanto tempo. Mas antes tarde do que nunca, néam. Agora, posso ainda não estar no caminho certíssimo, mas esse com certeza é mais bonito, com flores e passarinhos cantando. 
Sabe aquela intuição que sempre nos diz a coisa certa a fazer, mas a gente ignora, nem dá bola? Ela é sábia, minha gente, mais sábia do que nossos pensamentos racionais que julgamos infalíveis, mas que nos metem em cada furada. Ahhh, se eu tivesse escutado ela... Se eu tivesse escutado ela, teria escutado o meu coração. Com certeza, a chance de acerto teria se multiplicado. Porque coração é coração, melhor conselho que o dele impossível.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Ilusão

Eu pareço forte, mas antes de dormir cheiro o perfume dele que ficou naquela carta. Eu pareço forte, mas toda noite durmo abraçada no coelhinho de pelúcia que ele me deu na Páscoa do ano passado. Eu pareço forte, mas me pego imaginando onde e com quem ele está em um sábado à noite, se alguém está ocupando o lado direito da cama. Eu pareço forte, mas confiro a minha caixa de entrada de e-mails a cada dez minutos, às vezes cinco minutos. Eu pareço forte, mas várias vezes ao dia olho para o anel que ganhei dele de aniversário e imagens de nós dois vem em minha mente. Eu pareço forte, mas toda manhã ligo o celular com esperança de ter recebido uma mensagem dele durante a madrugada. Eu pareço forte, mas não apago nenhum torpedo dele, mesmo que não haja mais espaço para mensagens. Eu pareço forte, mas guardo algumas pétalas secas de flores que ganhei dele. Eu pareço forte, mas me visto pensando se ele me acharia bonita com aquela roupa, se me desejaria com aquela lingerie. Eu pareço forte, mas tudo me lembra ele. Eu pareço forte, mas nesse 08 de março o presente que queria era ganhar um beijo dele. Eu pareço forte, mas cá estou confessando as minhas fraquezas. Eu pareço forte, mas não sou. Para essas coisas do amor, sou fraca, fraca, fraca...

domingo, 4 de março de 2012

Ainda do tribom

Já que estamos falando de sexus (sexo, em latim), lá vai uma frase digna de Oscar, retirada de um livro que eu peguei na biblioteca no primeiro dia de aula, mais porque ele é todo lindo e colorido e tem poucas páginas, do que qualquer outra coisa. Poxa, primeira aula, vamos com calma pessoal. Pois bem, devem ter umas cem palavras que eu não entendi no livro todo, mas essa frase todo mundo entende. Lá vai:

"Porque o homem nasceu, meu caro senador, foi mesmo para a cama, quero dizer, para a fornicação, que, como sabeis de São Tomás de Aquino, é deleitável, e deve ser amiudadamente praticada para não se perder o hábito, a técnica e o rebolado."

Se Jorge Amado está falando, quem sou eu para contestar?

sábado, 3 de março de 2012

Desculpe, mas...

Sabe a épica e famosa frase "o amor é cego"? Pois é, não sei se é bem assim. Estou começando a achar que o tesão é que é cego. Sim, o tesão é cego. Só pode ser, não vejo outra possibilidade. Estão livres para me julgar, mas, senhorjesuscristinho, haja coragem. 
Eu não sei vocês, mas é que eu ando mal-acostumada. Muito mal-acostumada por sinal. (Quero deixar bem claro que eu estou muitíssimo feliz sendo mal-acostumada e que seja sempre assim, amém. O quê? Não me olhem com essa cara, oras bolas, a culpa é totalmente dele.) Então, fico a little impressionada quando vejo casais onde ele/ela/osdois não são lá uma escultura em pessoa. Muito pelo contrário. Tudo bem, cada um, cada um. Mas é que na hora do tribom (porque, convenhamos, chamar de bembom é desprezar a coisa), é tãooo gostoso olhar o outro e sorrir só pela sorte de ter momentos especiais com aquela pessoa linda. Linda mesmo, um corpo dos deuses, de fazer a gente se beliscar para confirmar que não está sonhando. Vivo assim e posso garantir que não me belisco por vergonha.
Não estou dizendo que a aparência é o que mais importa, longe disso. Mas que ela dá uma boa ajuda, todos concordamos. Então, por que não se dedicar mais a ela? Ir à academia, caminhar no parque, correr no calçadão, jogar futebol com a gurizada, comprar um bom creme para o rosto, um shampoo especial para o seu tipo de cabelo e assim vai. Tenho certeza que o/a parceiro/a vai adorar. Afinal, se você se valorizar mais, os outros também irão te valorizar mais. Cá entre nós, sentir o parceiro nos olhar daquele jeito que arrepia desde o dedinho do pé até o fio do cabelo não tem preço. Vale o esforço.
Se ainda resta alguma dúvida, teste por si mesmo na hora do tribom. E antes e depois e sempre.


Pretty Woman

Depois de milhões de anos, resolvi assistir "Uma Linda Mulher". Adorei o filme.
Tenho mania de que em cada filme que eu assisto, dou um jeito de me ver em alguma personagem. Nem que seja em uma frasezinha, eu "estou" lá. Na verdade, acho que é também para isso que os filmes servem. Para a gente se por no lugar deles e aprender alguma coisa, levar alguma coisa dentro de nós. 
Voltando a Julia Roberts, me vi, em certas cenas, lá com o Richard Gere. Não exatamente, claro, mas em partes. Ela era prostituta, então, ela mudou, precisava mudar para andar com o bonitão milionário. Era óbvio que ela queria mudanças em si mesma, senão ela não teria aceitado ir comprar roupas caras e (muito) caretas. Mas isso não a impediu de ser ela mesma, do jeitinho dela, do jeitinho só dela.
É que às vezes a gente vai mudando e mudando, sem se dar conta do porquê. E quando vê, está mexendo lá na nossa essência, o que temos de mais bonito dentro de nós.
Eu sou do interior e vai ser sempre assim. Mas eu mudei muito. E continuo mudando. Para melhor, claro. Porém, só o que dá, por favor, não vamos exagerar. Senão uma hora vai começar a encher o saco. Mas, principalmente, por que se a gente mudar muito, não vai sobrar nada daquela guria por quem aquele cara se apaixonou.

PS: Sabe aquela parte do filme onde os dois vão fazer compras na Rodeo Drive e todos ficam olhando para eles com uma cara de espantados? Já me senti muitas vezes assim andando de mãos dadas por aí. Graças a Deus há um tempo isso mudou. Os outros eu não sei, só sei que eu tenho olhos só para o que me faz bem. O resto? Que se dane.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Recomeço

Um salve especial ao meu primeiro dia de aula LINDO. Com direito a friozinho na barriga DO BEM. Que continue. E melhore. Amém.
Por que tinha que ficar registrado o começo de uma nova era. Da minha era.