sábado, 25 de fevereiro de 2012

Blue Valentine

Sei não, algo deve estar errado... Estou começando a achar que não aguento mais a situação, que desse jeito eu vou ficar louca. Ok, mais louca. Confesso estar precisando de alguma clareza nessa minha vidinha. Alguns substantivos mais expressivos. Definições, talvez. Desculpa Osho, mas o negócio está apertando.

Mas eu tenho medo. De perder.

Ou é só TPM misturado com o filme do título. Eu não devia ter assistido, não devia. Ainda mais hoje, nesse sábado à noite chuvoso onde o melhor programa vocês já sabem qual seria. Esse findi depressivo definitivamente não está me fazendo bem. O pior é que o tempo passa lento e com ele sobram minutos para pensar besteira. E não há nada pior do que pensar, pensar e pensar. A gente acaba achando problema onde não tem. Principalmente no Google. Google idiota, estúpido. Ele deveria selecionar o que mostra para cada pessoa. Não precisava ter me lembrado daquele enter que eu dei no play há uns nove meses atrás. Esquece, esquece. Isso já passou e faz tempo. Eu disse que tempo demais só serve para entrar minhoca na nossa cabeça.

Melhor eu ir dormir. Sem sonhos, por favor.
Por último (mas não menos importante): favor ceder as lágrimas a quem não tem coração. O mundo está cheio. Eu, por favor, já transbordo coração.

PS: o filme é triste, mas é lindo. Lindo de morrer.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Twenty One

Hoje eu só queria menos quilômetros. Menos metros. Eu só queria nada de centímetros. É. Isso mesmo. Entre a gente. Entre nossos corpos e nossos beijos, nossos beijos e nossos corpos.
Como naquela foto do envelope azul que tu me entregaste. E eu fui ler no ônibus. O bus já está acostumado mesmo com os meus momentos drama's queen, para ele tanto faz. Querido, na tua frente eu sou forte. O mínimo que for. Melhor não facilitar.
Deve ser essa saudade infindável que me deixou assim.
Mas hoje, meu bem, eu só queria menos distância, menos passos até teus braços. Só! Mais nada. 
E o teu sorriso junto com o meu, em uma foto para a posterioridade.
Se bem que naquela foto do envelope azul, se tu olhar direito, há discretos sorrisos nos nossos lábios.
É sempre assim, não é mesmo, meu bem?

Eu te quero junto na caixinha do correio quando chegar o meu presente. Daí sim.

Talvez eu tenha culpa no cartório.
Talvez essa agonia tenha que acabar.
Coragem.