quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nops!

Flor de plástico é um troço ridículo. Quem inventou essa porcaria? Flor é flor, ponto final. Ela murcha, sim, ela morre. E daí? A vida é assim. Melhor do que aquela que sempre esteve morta e é feita (por criancinhas) em uma indústria da China. Em vez de animar um ambiente, ela desanima. Milhares de flores lá fora abrindo as suas pétalas e exalando seus perfumes todos os dias, escolheram uma de plástico. Dura. Sem cheiro. Sem vida. Ui, deusmelivre. Vai que gostam disso e levam para a vida esse negócio de falsificação barata. Ops, já gostaram e já levaram. Uma quase Louis Vuitton não é uma Louis Vuitton. Um quase amor não é amor. Uma quase alegria não é alegria. Um quase tesão não é tesão. Quase trabalhar com o que tu gostas não é trabalhar com o que tu gostas. Quase viver não é viver. 
Falsificação barata. Para mim não serve.

E vem dezembro, vem todo gostoso pra mim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

'Vamos nos permitir"

Essa história de todo mundo querer saber o porquê disso e daquilo enche o saco. Dane-se o porquê. Vai que nem existe o porquê. Que diferença faz? Aconteceu, cara. É de vida que eu estou falando. Se for bom, curte tudo que dá porque amanhã já é outro dia e as coisas mudam em um piscar de olhos. Aproveita que Deus te presentou. E sorri, e beija, e canta, e dança, e sua, e geme, e ama. Se é ruim, aprende e cresce como pessoa. A gente sempre sai mais forte depois de um bad time. Chora, se descabela, afunda no findi-deprê. Mas levanta e continua. Afinal, como dizem os Racionais, o sofrimento alimenta mais a sua coragem. 
Aguenta que crise existencial nem é tão fueda assim. É até bom. Faz a gente pensar o que estamos realmente fazendo da nossa vida. Porque eu prefiro morrer a não ter a liberdade de poder mudar. Transformar-me. Mas isso é só para quem tem coragem (o mínimo que for). Por que o que mais há no mundo são pessoas com medo de mudar. A comodidade é um dos males da humanidade. Preferem o "bem bom" ao invés do "tri bom".

Ouve o teu coração para que ele guie a tua mente. Nunca o contrário. Abre os olhos para o acaso, abre os olhos para a sorte, abre os olhos para o amor, abre os olhos para a vida. Senão a vida passa e deu. Foi-se.

Sabe aquele dia, sabe aquela noite, sabe aquela festa?
Eu nunca disse que precisava fazer sentido. Nem ontem, nem hoje, nem amanhã. Eu nem quero que "faça sentido". Faz bem e pronto. Precisa fazer algum outro sentido do que me fazer feliz? 
Foi sorte. Foi benção. Foram os astros que se alinharam. Foi destino. Foi um dedinho de Deus. Sei lá. Só sei que foi lindo. Surpreendentemente inesperado. Inesperadamente surpreso. Uma delícia.

Mas ainda acho que foi destino. Com uma pitadona de sorte, talvez. Um dedo do acaso, quem sabe...

Hoje, 11/11/11, eu não podia deixar de contar o que aconteceu naquele 10/01/10. Sabe, tri bom.

domingo, 6 de novembro de 2011

De Corpo e Alma

Ficar nu. 
De corpo. É fácil, rápido, gostoso. Vapt-vupt e tudo está espalhado por aí. Há quem consiga formar aquelas "estradinhas de roupas" que aparecem nas novelas e nos filmes. Coisa de Hollywood ao alcance de todos. A questão é que tirar a roupa do corpo é moleza. É uma delícia nos despirmos para quem nos deseja, nos faz sentir belos. Arrepia e faz bem. 
De alma. Tirar a roupa que veste a alma não é moleza, não. É aí que mora o "problema", aí que começa a complicar. Aquela hora que a gente tira a maquiagem da alma e nos mostramos de verdade. Aquela hora que a gente expõe os nossos medos mais sérios e mais bobos. E joga para fora as nossas angústias. A dúvida com a faculdade, o descontentamento com o trabalho, o mau relacionamento com o pai, um trauma de infância e assim vai. Contamos os nossos sonhos para o futuro que nem o nosso inconsciente conhece. 
Bate o medo de nos tacharem de fracos, medrosos, inseguros, sonhadores. Pode ser que sim. Ou não. Há quem diga que isso é ser sensível, esperançoso, sincero, verdadeiro. Isso é ser humano. De carne, osso e espírito. Muito mais espírito que o resto. 
Ficar nu de alma é sermos nós mesmos. Com as nossas manias e defeitos escancarados. Mas as nossas qualidades também dão o ar da graça quando deixamos de lado o nosso cover. Não há disfarces, as máscaras ficaram para trás. Estamos de cara lavadas, um de frente para o outro. Sem qualquer tipo de artifício. E quer saber? É muito melhor assim. É muito mais bonito. Eu adoro.