sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Pri

Inspirada na amada de Elvis Presley, minha mãe batizou-me de Priscilla. Meu nome completo é Priscilla Breda Panizzon. Tenho 20 anos e sou aquariana. Tenho uma mãe maravilhosa, para compensar o que meu pai não é. Somos quatro filhas (eu sei, é de se espantar): Ananda, Suélen, Priscilla e Andressa. Brigamos e nos amamos, tudo ao mesmo tempo. Ainda tem a cachorrinha, a Princesa, um anjinho que veio do céu.
Moro em Flores da Cunha - infelizmente. Minha vida toda estudei em Caxias do Sul, no Colégio São Carlos. Comecei no Pré-3 e fui até o ensino médio. Sofri quando acabou. Fiz amigas que continuam amigas até hoje. Poucas, mas boas. Voltando a falar sobre onde moro, odeio Flores. Cidade pequena é um saco. No mínimo, Caxias do Sul. Melhor ainda se fosse Porto Alegre.
Estou no 3º ano de Arquitetura e Urbanismo, 6° semestre. E ainda não sei se é isso que eu quero para minha vida. Penso que arquitetura é muito interessante, mas extremamente complexa. Esse semestre eu continuo, o próximo não sei.
Sou tímida e odeio esse meu medo de falar. Eu falo, mas muito menos do que deveria. Estou tentando melhorar, dia após dia. Sou preguiçosa, gulosa, às vezes viajo até o mundo da lua. Estou aprendendo a me amar e assim amar os outros, amar todo o universo.
Como hobbies tenho ouvir música, ver filmes e escrever num blog, que criei recentemente. Ninguém sabe, assim posso escrever sem ligar para o que os outros vão pensar.
Sou católica. Na verdade, fui batizada, enfrentei os anos de catequese e crisma, mas não faço muita questão de ir à missa. Não simpatizo com os padres. Tenho no Osho um guia espiritual, para crescer como ser humano cada vez mais.
Óbvio que eu queria ter mais dinheiro para comprar roupas, sapatos, maquiagens, bolsas, viagens e outros tantos itens. Mas tenho um pouco de medo do dinheiro. Ele e os seus sentimentos ruins já causaram mágoas demais entre meus primos, tios, avós e minha família.
Gostaria de ler mais jornal, revista e assistir noticiários. Pena que é muita notícia ruim e já chegam os meus problemas comigo mesma e em casa.
Claro que eu tenho Orkut, Facebook e Twitter. O primeiro quase não dou mais bola, o segundo está na moda, ao mesmo tempo em que está ficando insuportável, e o terceiro eu adoro! A minha maior mania, porém, é conferir a caixa de entrada do meu e-mail. Perco a conta de quantas vezes clico no "atualizar".
Confesso, menti quando disse que ninguém sabia do meu blog. Fiz ele porque um certo alguém disse que seria bom, já que levo jeito com as palavras, talvez.
Conheci-o em uma noite de verão, em uma festa que resolvi ir aos 45 minutos do segundo tempo. Um presente de Deus. Dane-se o que a sociedade pensa ou diz, ele me faz a pessoa mais feliz do mundo quando estamos juntos. ............................................................................
No momento, estou lendo "Bom dia, Tristeza" de Françoise Sagan. Desculpe se errei a escrita do nome dela. Ganhei dele, no último fim de semana que a gente se viu.
Vou vivendo, cada vez mais. Descobrindo-me e descobrindo o que a vida tem de melhor. Para as coisas ruins, não me falta fé, força e esperança. Nem um sorriso no rosto.

Priscilla Breda Panizzon

*Escrevi esse texto no dia 01/08/2011, na primeira aula do semestre, quando uma professora pediu para que contássemos quem somos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Yeah!

E a night estava mais ou menos. Mais pra menos.
Dor nos pés monstruosa que foi se transformando gradualmente em humor negro. Ela conseguiu ser a estrela da noite. Limitadíssimos sofázinhos para sentar. Pensa em um humor negro negro. Muito xadrez, Tommy Hilfiger, Lacoste, Polo Ralph Lauren para pouco - quase nada - estilo. Ou melhor, muito estilo #pagueiparceladomasqueromefazerderico. Muita pirigueti para pouco tecido. E eu lá me preocupando com o comprimento do meu short. O mundo ainda vai ser dominado pelas piriguetes. Será um triste fim. Uma mísera Stella Artois (ok, não tão mísera porque foi de graça), que não me fez nem ter dificuldade para descer os milhares de degraus, e mais nada, nem uma gota do etílico. Uma amiga em abstinência alcoólica não é fácil. Ele faz falta, não adianta. Dois ambientes, as mesmas músicas nos dois. Saio de um, dali a pouco toca a mesma música que tinha acabado de passar no outro ambiente. Oh céus, quis morrer. Tanta música boa para os DJ's tocarem na festa, repetem umas três vezes a mesma música. O DJ cat da festa é gay. Esse mundo está perdido. E a minha super night indo para o ralo. Ah, sem contar a invejinha dos casais se pegando e o eu no meio de dois casais no sofá no fim da festa. Rindo dessa ceninha trágico-cômica. 
Mas a pulseira neon é mágica. Ela apareceu, o ingresso se isentou. UHUL! Nada como ter contatos e um celular com crédito e um carro para ir pegar as tais entradas VIPs. De um lado, uma fila quilométrica, de outro, um segundo e já entramos. Ser VIP é outra coisa. Na porta da balada, no coração de alguém. Nem que seja só por uma noite. Total da comanda: R$ 4,00. Água vendida a preço de ouro em um lugar que mais parece bijuteria. Reencontrar uma colega que não via há tempos foi tri. Esse negócio de distância e um milhão de compromissos é uma porcaria, um saco, uma bosta.
O que realmente fez eu não ter me arrependido (tanto) de não ter ficado na minha cama quentinha (porque estava um PUTA FRIO na "primavera" da serra gaúcha) foi ter virado a cara para ele. Fingi que não vi, nem sabia quem era. Como ele fez tantas e tantas vezes. Tão bom. Superar o que parecia insuperável a um tempão atrás.  Não sei se foi platônico ou foi real, mas não importa. Não virar o rosto enquanto ele passava do meu lado (com a milésima namorada, porque tem gente que pega qualquer coisa para não ficar sozinho e não precisar se estressar para transar) foi demais. Não virei a cara na direção simplesmente porque eu não quis, não faço a mínima questão. Não porque fiz uma força sobrenatural para conseguir. Tive orgulho de mim mesma. Não olhar naqueles olhos que eu tanto procurei e quis ser correspondida lavou a minha alma. 
Perdeu playboy, perdeu. Uma lástima eu não estar acompanhada do cara que seria - disparadíssimo - o mais gato e estiloso da festa. Ou o único. Mas eu estava linda.

Indiferença. Sempre a melhor, sempre a pior.

Oração do dia:
Querida Última Semana de Setembro,
Voe antes que a saudade acabe comigo.
Amém.


domingo, 18 de setembro de 2011

Ou não

Sabe aquele dia que tu se odeia? Hoje. Ou ontem, já que agora é mais de 00:00. Sintam o meu drama mexicano: vou dormir na sexta e acordo tranquila no sabadão de manhã, apesar dos meus sonhos meio estranhos e totalmente curiosos. A vontade de ir pra night aumentou durante a noite. Ligo a tv e quem aparece na Globo? Hannah Montana! Eu adoro Hannah Montana. Ela ganha do TVZ. Até aí tudo bem. Quase, mas não deixei o leite ir por cima. A sorte até que gosta de ficar pertinho de mim. Eu acredito nela. 
Acaba o Patrola e a minha mãe chega. A primeira coisa que ela faz (depois de gritar por qualquer mesquinharia com o meu pai) é me agradecer por ter lavado a louça. Óbvio que eu não lavei, senão ela não teria dito isso. É muito mais fácil criticar do que elogiar. Claro que eu vi a louça lá, mas ai, me deixa, não estava a fim e deu. Depois veio o veredito: 'Vem me pedir alguma coisa, vem que tu vai ver o que eu vou falar.' PUTS. Ferrou os meus planos. Depender dos outros é horrível, é triste. Financeiramente, emocionalmente e "transportalmente", no meu caso. Ainda tiveram frases afiadas, que machucaram. Aquilo que a gente fala quando está com raiva e soa muito como verdade. Porque deve ser mesmo. E ela não gostou do que eu falei também, mas sabe que eu tenho razão.
Isso resultou em um dia inteiro sem falar com a minha mãe, por causa de uma merda de uma louça de café da manhã. Nem dez minutos e eu teria lavado tudo. Era só ela ter falado de outro jeito. Simplesmente ter pedido para eu lavar a louça naquele momento, já que não quis ir antes. Eu iria, sem problemas. Mas não, tudo tem que ser mais complicado nessa casa. Tem gente que tem prazer de complicar a vida. 
Meu orgulho (eu juro que eu não era assim) e o medo (antigo e idiota, mil vezes idiota) me fizeram estar em frente ao computador em um sábado a noite que eu poderia estar dançando. Não quis dar o braço a torcer, nananinanão. Eu não vou pedir permissão se eu posso ir para a festa e se ela (ou o meu pai) gentilmente podem me levar e me buscar. Aff. Só porque ela é minha mãe e estava em mais um de seus momentos de nervos a flor da pele ela tem o direito de falar tudo o que vem na cabeça? Não. Ainda mais aquilo que pode machucar. A gente (quase) sempre sabe quando nossas palavras podem ferir. Ah, e o medo? Eu tenho problema mesmo.
Meu déficit com a minha amiga singlelady aumentou mais ainda, daqui a pouco chega ao vermelho. Isso me fez sentir mal. Devo estar sendo uma péssima amiga. Mas há tanta coisa acontecendo que eu estou meiao perdida no meio disso tudo. Eu juro que de um jeito ou de outro eu vou compensar. Dependendo dos planos para o weekend que vem, meu saldo melhora. Não vou negar que deixaria para o seguinte, o seguinte do seguinte... 
Então me odeio por deixar meu orgulho vencer (é, na verdade, só um pouquinho), por ter medo de falar com a minha mãe (isso sim), por estragar os planos da minha bestfriend e por agora estar de pijama sendo que poderia estar de salto 12 elevando a minha autoestima. 01:40 am e eu vou dormir depois desse saco de sábado. 
Que saco. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bora pra balada, então


Estou em déficit de nigths com a minha amiga solteira. Mas não tem nenhum peso na minha consciência em relação a isso. Nadinha. Nem uma grama. Simplesmente porque eu não tenho vontade de ir e eu não vou. So sorry. Parei um pouco com esse negócio de querer agradar todo mundo. Se tiver que escolher, não há dúvidas de que eu vou escolher o melhor. Um dia ela me entende. Ela ainda não experimentou a cobertura do bolo. 
Mas já que eu não peguei a rota do sol e nem vou ter feriadão (oh god, dai-me forças para aguentar essa vida escrava), estou pensando em diminuir a minha dívida com ela. Talvez. Não sem um baita esforço. Não estou com 1% da vontade dela, mas com o etílico talvez melhore. Ou piore. Vai saber, ando tão ao contrário de como eu sempre fui que não duvido mais de nada. Pensava ser tão forte, e agora me sinto fraca de um jeito horrível. Não sei onde minhas forças estão se escondendo. Levaram junto a minha (suposta) frieza. Estou frágil e molenga como uma maria-mole. E eu odeio maria-mole.
Voltando ao assunto, eu sei que preciso me distrair, que é legal também e blábláblá e que sair não é sinônimo de ficar. Já foi, mas hoje não é mais. Peguei-me pensando que só de imaginar outro chegando mais perto de mim, da minha boca, dos meus lábios... ARGH! Eu não quero. Imagina então me tocar. 

Nem pensar.

Quero o gosto dele na minha boca, o perfume dele no meu corpo, as mãos explorando meu relevo, ele na minha vida. É isso que eu escolho, é nisso que eu arrisco e jogo as minhas fichas. Hoje, é mais do que jamais imaginei e muito mais do que pedi a Deus. Posso estar errada, sendo uma completa idiota, nem parecendo aquela que comprou (!) e leu todo o 'Porque os homens amam as mulheres poderosas?'. Dane-se. Eu estou nem aí. Eu quero, calem-se todos. Agora, já passou da hora.

Estou ferrada, ferradíssima.
Do pior jeito.
Do melhor jeito.

sábado, 10 de setembro de 2011

Por Dios

Senhor do céu, onde arranjo vontade para fazer meus trabalhos? Hein? HEIN? Por favor, estou comprando. Aproveita que ainda tenho dinheiro na minha conta. E não vai durar muito.
Como sempre.
Só tenho vontade de dormir, ler Clarah Averbuck (no momento), comer chocolate, mas MUITO, até ficar com dor de barriga, baixar mil músicas para escutar uma vez só e depois esquecer elas. Eu arranjo qualquer coisa para adiar a hora de sentar e pensar, pensar, pensar. E sofrer. E JÁ SÃO 15:16! Aiiiiiiiiiiiiiiii, estou ferrada. 
Como sempre.
Ainda tirei 4 sobre 10 na prova de Estruturas, traduzindo: cálculos impossíveis. QUIBOM. 
Mas agora dá licença que eu vou tirar o vermelho das minhas mãos e o preto dos meus pés. Afinal, amanhã tem o domingo inteiro para eu fazer meus queridos afazeres.
Aham. Sei.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bom dia, Tristeza

 'Você pensa pouco no futuro, não é? É o privilégio da juventude.' Françoise Sagan arrasa em cada linha de seu livro Bom dia, Tristeza. São 108 páginas que contam uma história onde a liberdade de ser e viver está acima de tudo. É instigante e comovente ao mesmo tempo. As personagens serão amadas ou odiadas conforme o gosto do leitor, cada qual com as suas características muito bem descritas. E o fim tem gente que gosta e gente que odeia. Achei triste, bem triste.
O mais impressionante no livro desta francesa, a meu ver, é a sensibilidade com que ela descreve um gesto, um olhar, um rosto, uma sensação. É extraordinária. Ela consegue ir mais fundo, penetrar o quase impenetrável. Revela as emoções, as traz à tona. O jeito como ela fala do amor e do prazer é simplesmente lindo. Emociona. A emoção transbordou em frases que pareciam feitas para mim. Lidas exatamente no momento certo.
Durante a leitura, comecei a me perguntar o que eu passo com o meu olhar, minhas feições, meus gestos. Afinal, muito de nossa real personalidade é percebida pelos outros sem abrirmos a boca. Porque um olhar jamais mentirá. Também me pus a perceber (ou tentar perceber) o que os outros querem dizer a partir do jeito como me olham e como recebem o meu olhar, como o corpo se comporta quando estão perto de mim e outras cositas más. Ando tão desligada ultimamente que não consegui realmente parar e prestar um pouquinho mais de atenção nesses momentos. Falando de mim, devo estar expressando cansaço, desinteresse, medo. Mas alegria também. Só depende de quem e quando. Menos do que eu gostaria, com certeza.
Quem me dera ter escrito um livro aos meus 18 anos como ela. Mas só se o título fosse Tchau, Tristeza. Ela não merece e nunca vai merecer meu bom dia. Um trecho lindo, que fez meu coraçãozinho apertar, para finalizar: '... porque o amor é a coisa mais suave, e mais viva e mais sensata. E o preço importa pouco'.

sábado, 3 de setembro de 2011

Saturday

Hey. Eu fui a uma psicóloga. Sim. Tive essa coragem. Eu sempre tive problema na cabeça, mas nunca ao ponto de ter que ir a uma psicóloga. Sentei no sofázinho com uma mesinha do lado e uma caixa de lenços. Se eu chorei, foi culpa dela. A desculpa foi a indecisão do que eu quero ser na minha vida. Esse negócio de como eu vou ganhar dinheiro na minha vida sentindo tesão em acordar cedo e trabalhando o dia inteiro. Eu ainda não sei como. Uma que eu odeio acordar cedo, quem criou essa merda merece um tiro no meio da cara. Mesmo que já esteja morto. Mas eu queria mesmo para ela me ajudar a desembaralhar minha cabeça e meu coração. Eu preciso de ajuda, confesso.
Começou ela dizendo que tudo o que eu falar jamais - JAMAIS - atravessará aquelas paredes. Thanks God, tijolos são mudos. Digo, se algo estiver ameaçando a minha vida ou de alguma outra pessoa, a moça ali de cabelos vermelhos abrirá a boca. Mal sabe ela que meus diabinhos internos são muito mais perigosos que maconha, cocaína, crack. Nem preciso deles para ter medo de mim mesma.
Claro que eu quase não falei. No começo. Se eu demoro a verbalizar decentemente com quem convivo há vários dias, semanas e meses, imaginem com uma pessoa que nunca troquei um 'oi'. É, tenso. Um mega desafio para mim. Depois o motor foi engrenando e acabei falando, falando e falando. Atrapalhando-me nas palavras, também, claro. Eu sempre faço isso quando quero e preciso falar muitas coisas. Enquanto falava sobre como é a minha rotina de estágio, faculdade, AutoCad, Corel e essas coisas de arquiloucos, tudo beleza. Merda. Comecei a colocar pra fora tudo mais o que estava me angustiando, me confundindo, me desanimando, me matando. A redwoman esperava por aquele momento, eu sentia. E eu também. Adorei aqueles lencinhos. Deus queira que um só seja suficiente nas outras sessões, por que tenho certeza que vou precisar. Espero ansiosamente pela próxima.
Ele ligou. Dancing with myself começou a tocar. E também é óbvio que as paredes ficaram sabendo daquilo que me faz mais bem. Juro que elas sorriram por dentro. Ele tá chegando. Lá vou eu. Viver. V-I-V-E-R.