terça-feira, 30 de agosto de 2011

30/08

Como pode tanta neblina em uma cidade só? Ai, chega dessa coisa nojenta que camufla as cores. Quero olhar para fora e ver o sol, o céu azul, as cores. Mais uns dias e a gente esquece como era. O pessoal lá de cima deve estar realmente zangado com o pessoal daqui. Mas poxa, essas nuvens cinzas não me faz bem. Esse tempinho realmente não anima. Meus cabelos ficam o uó. Nada bom para minha (delicada) autoestima. Não dá vontade de sair de baixo das cobertas. Não que eu tenha muita quando o dia está bonito, mas convenhamos que em um dia invisível fica mil vezes mais difícil. O despertador sempre vence, enfim. O do celular, o da vida, o do coração.
Hoje tenho duas aulas no fim do mundo, úmido. E semana que vem tem prova. Shit. Mas um mês de aula já passou e mais três e eu estarei de férias! Lendo sem pressa e por prazer, fazendo nada sem peso na consciência, inventando o que fazer. Ou melhor, voltando a minha listinha mental de "coisas que quero fazer quando terei tempo". Enquanto o tempo se vai pelo ralo, eu espero "ter tempo". Bah, tanto stress até "ter tempo" que eu me pergunto se vale a pena. Deve valer, afinal, sem faculdade nunca vou conseguir comprar minhas roupas e sapatos lindos. Só peço que, por favor, não me arranjem mestrado e doutorado. Isso é para outro nível de pessoas. Eu prefiro ler um livro de poesia. Tão mais lindo, mais doce, mais confortável. Meu tempo de CDF ficou no colégio. E olha que eu nem me matava de estudar. Hoje tem sempre gente melhor que eu. Não é fácil. É, a vida dá voltas. Um dia se está por cima, outros por baixo.
Hum, imaginei outra coisa. Essa minha mente poluída... Essa minha vontade escondida, pervertida, colorida.
Mais uns dias. Ai, coração, aguenta mais um pouco. Não digo que será fácil, ultimamente está sendo mais difícil do que nós pensávamos. Também não precisa ver comédia romântica tendo certeza que vai chorar. Mulher adora sofrer. Tem prazer. Digo por mim: as melhores (piores) músicas para os piores momentos, rever fotos para apertar ainda mais o miocárdio, dar bola para a idiota da curiosidade. Eu devo ter problema na cabeça. Eu e mais quase todas as mulheres do mundo. Porque tem mulher que o autocontrole é super ágil. Descobri que o meu ainda perde para a emoção.
Pelo menos tem cinema de graça hoje de noite. Ser viciada no Twitter tem que valer alguma coisa. E amanhã é o meu último dia acordando às 6:00. Quero um porre para comemorar!
E agudos involuntários.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CFA

"Pense em mim, me mande mentalmente coisas boas. Estou tendo uns dias difíceis — mas nada, nada de grave." Caio Fernando Abreu

Por favor. Por favor, desânimo, saia de mim. Não te quero mais descolorindo a minha vida, enevoando meus céus, amarelando meus sorrisos, tornando opacos meus olhares. Chega de segundas-feiras dobradas, triplicadas. Chega dessa confusão que toma conta de mim. Tem coisa legal acontecendo, o problema é que eu não estou legal. Dá-me uma vontade de chorar do nada, várias vezes. E eu não sei nem o porquê direito. Quero luz na minha vida, quero a tua luz, quero a minha luz. Quero sol de dia e lua de noite. Mas para começar, aceito um abraço.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Suicídio Inconsciente

Já ouviu falar disso? Tomei conhecimento deste termo pelo filme brasileiro Nosso Lar, baseado no livro de mesmo nome, psicografado pelo médium Chico Xavier, sob a influência do espírito André Luiz. Crenças espíritas e dúvidas sobre o que é real ou fictício a parte, resumo a mensagem do filme em apenas uma frase, três palavras: faça o bem. Faça o bem sem olhar a quem. Faça o bem a si mesmo, em primeiro lugar. Não provoque um câncer em sim mesmo. Sim, um câncer. André Luiz morreu de câncer. Por culpa dele. Criado por ele. Acredite, isso também me impressionou. Um tumor maligno, cheio de bad fellings, guardados por ele por longos dias, meses e anos. Deu nisso. Portanto, não guarde sentimentos ruins. Se há raiva, rancor, inveja, ódio no seu coração, jogue-os fora. Desintoxique-se. Hoje, agora, urgente, para já. Fique mais belo. Mais leve. Mais saudável. Faça isso e sua saúde melhorará. A física e a mental, sempre de mãos dadas. E não deixe eles entrarem novamente. Uma vez dentro de nosso corpo, as mágoas instalam-se e fixam residência. Mas só se você deixar, só se você deixar as portas abertas. Elas reproduzem-se com o tempo, no mesmo ritmo que seus sentimentos ruins vão entrando. Pare com isso! É só querer. Não faça como André, não cometa suicídio inconsciente. Seja consciente. Essa decisão é somente sua, está totalmente na sua mão. Você tem total controle sobre ela. Cuide-se. Mude. Perdoe. Peça desculpas. Encha sua alma e - consequentemente - seu corpo de alegria, força de vontade, fé e esperança. Todos os dias. É um esforço diário. Inúmeras são as investidas desse pessoal do mal para derrotar a turma do bem. Mas a força do bem é infinitamente maior. Tente e continue tentando. Eu tento. Acorde cada dia mais clean, mais elegante. Não adianta banir gordura trans das suas refeições se a raiva continuar alimentando-o. Antes de julgar quem se atirou da ponte, veja se você mesmo não está a um passo do penhasco.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Olho no Olho

Tato. Olfato. Audição. Paladar. Visão. Ah! A visão. Dos cinco sentidos, a visão é aquele que mais me fascina. Quem nunca ouviu a clássica: "Um olhar vale mais que mil palavras"? É praticamente um dogma, uma verdade incontestável. O olhar e seus olhares. O olhar e seus poderes.  O encanto seja tanto, talvez, por eu mais olhar do que falar. Olhe-me nos olhos e ganhará pontos. Desvie-me o olhar e perderá pontos. O olhar é meu melhor ponto forte. E o meu pior ponto fraco. Acreditam? Pois bem, vou contar-lhes o porquê (mas prometam guardar segredo, ok?). A parte boa: não tenho dificuldade alguma em olhar nos olhos de quem me faz bem. Consigo demonstrar carinho, amor, atração, alegria pelas minhas pupilas. Elas são capazes de tocar fundo quando querem e deixar marcas lindas.  Ou cruéis, depende para quem. A parte ruim: eu me entrego. Não consigo olhar nos olhos de quem me fez mal, com quem estou braba, com quem há atrito. Não dá. Olhar nos olhos para quem contei uma mentirinha me arrepia dos pés à cabeça. Sinto-me suja.  Parece que está estampado em meu olhar o meu mísero pecado, meu pequeno delito. Meus olhos demonstram exatamente o que está se passando aqui por dentro. Eles não mentem. Meu sorriso nem sempre é real, pode disfarçar, mas o meu olhar é o espelho de minha alma. Outra frase que concordo e assino embaixo: "O olhar é o espelho da alma". Se minha alma hoje está colorida, meus olhos enxergarão as flores e sua perfeição, o mundo e sua beleza, as cores da vida. O contrário também acontece, esporadicamente. Toque, sinta o cheiro, ouça, sinta o gosto e olhe. Olhe. Abra os olhos para a vida. Abra os olhos para quem se ama. Diga palavras belas ao olhar. E observe. Muita coisa é dita no silêncio de um olhar. Afinal, como diz Mário Quintana, "quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação".

sábado, 13 de agosto de 2011

Peixe fora d'água

Deslocada. Desajustada. Fora do lugar. Você já se sentiu assim? Eu já. Não é lá muito bom. Aliás, nem um pouco. Deixe-me explicar melhor o que seria se sentir um peixe-fêmea fora d'água. É estar em uma sala com 15 colegas entusiasmadíssimos para ativar o "mãos a obra" e sentir uma agonia por dentro de quase sucumbir. É morar em uma cidade há 20 anos e não conseguir se sentir confortável ao andar pelas suas ruas com seus moradores quase estrangeiros a minha pessoa. É também estar em um ônibus entre várias gurias, de mesma faixa etária, mesmo curso, mesma cidade e se sentir diferente de um jeito quase monstruoso. Enquanto elas batem papo e riem durante a viagem, sozinha converso em silêncio com as estrelas e a lua. Elas me respondem, sim. Brilham ainda mais. É noite, depois de um dia inteiro pra lá e pra cá estou voltando para casa, mas o relaxamento total não acontece. Meus músculos insistem em se contrair. O conforto parece não existir, a poltrona macia passa despercebida. Sinto-me mal, como uma intrusa. Um pouco triste também, afinal, não pertenço realmente ao lugar onde moro. Foram várias tentativas de deixar de ser oleosa e virar aquosa, fazer parte do todo. Em vão. Por parte culpa minha, nunca acreditei realmente que pudesse me sentir verdadeiramente bem entre gente que está a metros e a quilômetros de distância ao mesmo tempo. Desconfio que eles também não façam a mínima questão de eu me adentrar à roda de dança. A distância emocional sempre será enorme, mesmo a distância física sendo de apenas alguns centímetros. Não adianta, o coração escolhe morar onde ele é feliz. Simples. A minha cidade será sempre aquela a quase 30 km de distância, onde abri os olhos e chorei pela primeira vez, onde vivi todos os anos de colégio e agora os da faculdade, de onde tenho lembranças lindas e pessoas queridas, onde simplesmente dou passos por suas calçadas e me sinto bem. A outra será sempre - e somente - a outra. Mera formalidade a preencher na ficha da loja. Vontade de dizer: cidade pequena, chata e cinza. Melhor seria poder completar com a outra: cidade grande, legal e colorida. Um dia. Um dia vou abrir a janela e inspirar o ar da minha terra natal, finalmente. De onde nunca deveriam ter me levado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Em uma tarde fria de sol

Estava eu no ônibus em uma longa viagem de 40 minutos rumo ao campus 8 e a uma aula tensa (sim, aquela no dia do mau humor, que a propósito nem foi tão tensa assim). A (única) vantagem de andar de ônibus é não precisar prestar atenção nos carros, nos pedestres, nos buracos do asfalto, nas sinaleiras ou nas marchas. Dá para ver o céu, o sol, a lua, as estrelas, as árvores, as pessoas, as casinhas, os prédios, a vida acontecendo. Dá para fofocar, colocar o papo em dia, numa boa. Ou ler um livro.
O fato que me chamou atenção naquela tarde aconteceu dentro do ônibus mesmo. Eu não costumo ouvir conversas alheias, mas dessa vez não pude resistir. O rapaz entra no ônibus e se senta ao lado de uma moça, não sem antes cumprimentá-la com um "oi"; não era, entretanto, um oi normal. Não podia ser português nem "gauchês". Havia um sotaque na voz. Olhando melhor, a sua aura era puro sotaque. A moça, habitante da terra dos pampas, devolveu-lhe o cumprimento. E começaram a conversar. Ele, italiano ou francês (não pude decifrar com exatidão, uma pena) e ela, brasileira. Um tentando entender o outro e se fazer entender ao mesmo tempo. O estrangeiro de dicionário em punho e a gaúcha praticando o seu inglês, buscando na memória tudo o que sabia. Durante o trajeto, não sei se mais conversaram ou riram. Juntos. Das palavras trocadas sem querer, dos assuntos, da vida. Até peguei um livro que estava lendo nas mãos, mas os olhos estavam no livro enquanto os ouvidos insistiam em ouvir o bate-papo "entre países". Concentração zero para a leitura. Desisti e fiquei a observá-los. Creio que não perceberam a minha presença nem a curiosidade. Às vezes é até bom ser invisível por uns instantes.
Nunca tive a sorte de conviver com um intercambista. Sempre estiveram na turma ao lado. Nem estive no lugar de um. Sem dúvida, deve ser uma rica experiência. Vendo os dois interagindo, sorrindo, divertindo-se, pensei no quanto podemos aprender com cada cultura diferente que existe nesse mundo. E o quanto podemos ensinar a elas, também, é claro. Afinal, cada um tem algo a contribuir (para melhor, estamos falando de gente de bem). Cada cultura tem a sua história, seu jeito de viver, suas crenças, seus ideais. Somos todos feitos de vivências. A bagagem da vida é feita de erros e acertos, sofrimentos e alegrias, que devem ser transformados em aprendizados e, sempre que possível, passados adiante.
Enquanto os dois jovens conversavam animadamente, porém, bombas explodiam entre "nações rivais", derramando sangue de gente cheia de história para contar. Esse mundo tem muita coisa fora do lugar mesmo. Ao invés de nós desfrutarmos a maravilha da diversidade, explorando o mundo com seu exotismo espetacular, não, destruímos isso. Não me venham explicar os motivos das guerras. Guerra é bicho ruim e ponto final. A vida é o que há de mais valioso no universo. Mas tenho esperança, de verdade. Afinal, ainda existe paz, mesmo que tímida. Ali, naquele ônibus, entre aqueles dois corações, existe paz.

Esse vídeo me deu uma vontade de sair por aí e conhecer cada cantinho desse mundão. Aprender e conhecer com ele. Passo a passo eu chego lá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Acordei. Ou não?

Minha cabeça pesa. O cérebro funciona a nível baixo, baixíssimo. Hoje os neurônios não querem cumprir o expediente. Meio e será um milagre. E quer saber? Não dou a mínima. Até gosto. Tão bom ficar um tempo sem pensar em milhares de coisas ao mesmo tempo, mandar as minhocas para seu devido habitat. As pálpebras querem relaxar, mais um tempinho para descansar. Desculpem fazê-las trabalhar tão cedo. Juro que compenso daqui uns dias, aguentem firme até o final de semana. Os olhos desejam o mesmo, chega de luzes fluorescentes brancas por todo o lado. Elas me deixam cegas mesmo de olhos bem abertos. Um escurinho gostoso é tudo o que eles mais desejam.
            Meus músculos estão lentos, vagarosos. Um passo de cada vez, uma tecla de cada vez. Os pulmões fazem um esforço danado para inspirar e expirar. Eu sei, eles fazem isso todo santo dia, toda santa hora, todo santo minuto, todo santo segundo. Mas parecem preguiçosos. E estão. Seguem o fluxo de todos os meus órgãos. O coração bate calmo e despreocupado, ligeiramente desanimado. Até a saudade parece dar uma trégua. Lá fora cai uma chuva linda. Aprendi a admirá-la. Meus ouvidos agradecem o suave e delicioso barulhinho. É só esse som eles querem hoje. Nada de buzinas, reclamações, explicações. Os raios e trovões completam o espetáculo. Mas fiquem só lá fora, por favor, nada de entrar em mim. Já chegam as nuvens negras que insistem em me camuflar o sol. 
            No mundo da lua. Chego à conclusão que estou no mundo da lua. Embarquei em uma nave especial e pousei lá enquanto dormia. Gostei e resolvi ficar por lá, pelo visto. Parece-me tão sereno e colorido. Não digo perfeito, porque me faltam boas companhias. Sou puro devaneio. Tamanho torpor que quase eu própria não me sinto. Essa falta de gravidade me delicia ao mesmo tempo em que me assusta. Flutuo no ar com os pés no chão. A cabeça nas nuvens na frente da tela do computador. Talvez ainda esteja dormindo, é só o sono e seus delírios. Ou talvez trocaram o açúcar por outro pó no café preto que tomei agora a pouco. Seja o que for, estou em “stand-by”, torcendo para ninguém apertar no “on”. Pelo menos por hoje, só por hoje. Mas é segunda-feira. Planeta Terra chamando. A vontade é deixar tocar até que caia na caixa postal. Mas atendo, de cara feia. A ligação está ruim, cheia de ruídos. Será assim, o dia todo.

sábado, 6 de agosto de 2011

Inspiração

O depois sempre me faz querer viver ainda mais.

It's times like these you learn to live again 
It's times like these, you give and give again...
It's times like these you learn to love again
It's times like these, time and time again...

Abra os olhos. A vida está em tudo, por todos os lados. É sempre tempo de viver e amar.

Depois

Não há nada no mundo como o que acontece na hora. Durante. Extasiante. Mas o depois, eu adoro. Ah, o depois... Eu amo. O brinde, o bônus, o prólogo. Seja o que for, finaliza com chave de ouro. Eu dou o nome de carinho. Envolvidos em uma leve e naturalmente perfumada atmosfera, os corpos se acalmam, os corações se acalmam. Aninham-se com maestria. Sinto a energia nas minhas veias, correndo pelo meu sangue e fazendo-me sentir viva, de verdade. Sou pura emoção. A respiração se aquieta juntamente com a pulsação, vagarosamente. O sol entra discreto enquanto a música embala o silêncio. Nós e o silêncio. Vogais e consoantes são dispensáveis. Substituídos por um olhar não visto, um rápido sorriso, o abraço quentinho, um roçar nos lábios, um cafuné gostoso, a linguagem da alma. A delícia da pele na pele, da beleza natural de cada um. Compartilha-se calor, energia, alegria, admiração, gratidão, felicidade. Um toque seu e o meu corpo responde sorrindo, relaxando, flutuando. Olhos fechados sentindo-me como em um sonho, um lindo sonho. Olhos abertos para não ter dúvidas de que é real, docemente real. Os pensamentos passeiam, para lá e para cá, cada um com os seus. Até os neurônios parecem envolvidos nessa quase vertigem.
O depois é paz. Essa paz às vezes tão distante e inalcançável. Ali, acontecendo em mim. Mãos dadas com a paz. A melhor paz do mundo. A minha paz. A paz que me lembra mais uma vez que a vida é linda e vale a pena viver. O que acontece lá fora, não acontece. Para mim, só o que existe somos nós, nós dois. E isso basta. Os segundos, os minutos, as horas desaparecem. O momento é tão sublime, que o tempo simplesmente para, não se atreve a atrapalhá-lo. Ficaria minha vida toda sem sentir o tempo. Minha vida toda ali, quentinha e colorida. E feliz.
Me mexer? Só se for para "gerar atrito" para encontrar a paz novamente, depois. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Oh shit

Mau humor. Mau humor do diabo. Aquele dia que a gente acorda achando a nossa vida uma m****, com vontade de mandar (quase) tudo para o inferno. É, aquele dia que eu sou grossa sem peso na consciência. Talvez um pouquinho, quase nada. Acordei assim. Despertei 20 minutos atrasada - de propósito. Aham, eu sabia que o despertador do celular não ia tocar, já que eu o deixei carregando. Vale tudo por uns minutinhos a mais na segunda melhor e mais quentinha cama do mundo. A primeira? Tirem suas próprias conclusões.
Ai, cansei desse mundinho. Cansei de passar frio de quase ter um ataque do coração aos 20 anos. Não é nada legal sentir os pés congelados mesmo com duas meias mais botas. Pobrezinhos, não merecem isso. Minhas mãos roxas, então, lindas! Vou fugir pra onde faça 25º C todo dia. Onde se usa menos roupa. Sou muito mais feliz com menos roupa. Muito mais.
Cansei do estágio. Cansei da faculdade. Aliás, isso é outro assunto que está fazendo uma tremenda confusão nos meus miolos. Tenho medo dos meus olhos e suas denúncias das minhas dúvidas. Tão pouca gente que olha nos olhos, porém, creio que não preciso me preocupar com isso. Ainda bem. Primeira aula do semestre e já tem maquete pra fazer. Que saco! Não tenho saudade do AutoCad. E o Corel está uma lesma. Nojento como uma lesma. Para completar o dia, hoje tenho a aula mais tensa da semana, da matéria mais tensa do semestre. Se eu me aguentar até lá, óbvio. O desespero já está me rondando. Tomara que erre o caminho e se perca. Tomara. Sem falar que já enjoei da cara de todo mundo daquele campus-gelado-no-fim-de-mundo-caindo-aos-pedaços.
Tem mais. Quer saber? Se não quiser saber também, vou falar mesmo assim. Afinal, o blog é meu e escrevo o que bem entender. Cansei das minhas amigas. Hoje, melhor não ver nenhuma. Nem falar. Até por MSN estou me irritando. Nenhuma apoia de verdade, nenhuma apoia de verdade o que me faz mais feliz nesse mundo. Muito bom. Excelente. É ótimo sentir no olhar e no jeito de falar delas a reprovação, a descrença.  Parece que estão sempre esperando eu dar a notícia fatal. Mas são livres de preconceitos, sempre. Aham, sei. Nunca me conformei com isso. É triste, sabe. Chega a doer aqui dentro. Mas tudo bem, o meu sorriso é de verdade. É a verdade. Isso que importa.
Ah, claro. Cansei do egoísmo que resultou em tantos erros que parecem não acabar mais. Pensar em si mesmo quando deveria pensar nas pessoas mais importantes da sua vida. Pena que até hoje ainda não se deu conta que só elas são para sempre. Aliás, nunca dará conta. Mas somos cinco mulheres guerreiras. Estaremos juntas para o que der e vier.
Até o Twitter está chato hoje. Foi o Facebook que me animou ligeiramente. Pelo menos, hoje o sol saiu. Céu azul com nuvenzinhas brancas. E amanhã é dia 05. E vai ser sexta-feira. Aleluia! Tento ser feliz durante a semana com a mesma intensidade (ou quase a mesma) dos fins de semana. Às vezes consigo, às vezes não. Sábado e domingo são sempre melhores. Mais quentinhos, mais dorminhocos, mais gostosos, mais felizes. Uns mais que os outros, claro.
Eu, que odeio mau humor. Odeio. Ninguém tem culpa dos problemas da minha vida. Mas estou no direito de ficar com raiva de tudo por um tempo. Talvez seja TPM. Ou não. De qualquer jeito, amanhã ou hoje depois da minha aula tensa, eu melhoro. Com a ajuda de chocolate também, talvez. Respiro e lembro que a vida é bela. Dias melhores hão de vir.
Pode achar o post uma chatice. Eu deixo. Talvez me achar chata também. Hoje estou mesmo. Mas amanhã vai ser diferente. O mundo só muda quando a gente muda.  

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu e Eles

Nunca fui uma daquelas gurias "amiga dos guris". Nunquinha. Acredite, quase três anos na faculdade e isso ainda mora nas minhas entranhas. Melhorei, lógico, mas ainda prefiro sentar na classe ao lado de uma colega. Mesmo sendo desconhecida, na primeira fila, na aula mais sonolenta de todas. Minhas terminações nervosas agradecem. Meu medo besta (de parecer ridícula, talvez) se orgulha. Amigo homem então, nem pensar. Amigo que eu digo é aquele quase íntimo tanto quanto uma melhor amiga. Às vezes até melhor que uma melhor amiga, ouvi falar. Nem para bater papo no MSN eu tenho um amigo homem. Nos anos de colégio, morria de inveja daquelas colegas que falavam com eles com a mesma naturalidade que falavam com elas. Além do que eu via na sala de aula, duas de minhas irmãs sempre estiveram nas patotinhas dos garotos. Oh céus, será eu a ovelha negra da família? Calma, não chega a tanto. Via neles quase um bicho de sete cabeças. Engano meu. Mais mansos que muitas gatinhas por aí. Quando não eram cobras peçonhentas. Trabalhos em dupla com um guri era praticamente uma tortura. Dificuldade até para olhar nos olhos do rapaz. Talvez por medo dos meus olhos revelarem o misto de insegurança, timidez, autoestima nível baixo, vergonha e medo que tomavam toda a minha cabecinha e meu coraçãozinho de adolescente. Na prova dissertativa interminável de biologia, tudo colorido. Na hora de formar simples frases com eles, tudo branco. Quando eu senti o gostinho de conversar com eles, chega a formatura do ensino médio. Demorei a ver que conviver com eles pode ser bom. Muito bom. Uma rinoplastia - super up na autoestima, um coração quase imune a amores platônicos, o desafio de interagir com o pessoal novo da faculdade, a descoberta de uma linda mulher - faz bem a gente se elogiar de vez em quando - adormecida (e ligeiramente amedrontada) dentro e fora de mim. Para falar a verdade, quase nem sabia que ela existia. E ela é sexy! Incrivelmente sexy quando quer. Ironicamente, um dos "temidos" do sexo oposto me deu a graça de descobrir isso de uma maneira linda. Depois disso tudo, hoje me viro muito melhor. O segredo: a boa e velha confiança em mim mesma. Sou capaz, sou muito capaz. Acordar dia após dia mais confiante em mim mesma. Às vezes tenho dias bem difíceis em relação a isso. Para mim não é tão fácil assim. Cada vez que a confiança cai, porém, ela levanta mais forte. Tenho certeza que mais uns dias, umas conquistas, uns elogios (adoro confete!) vou estar 100 % nutrida de confiança. Coloridamente viva.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adivinha o quê

Como uma dança. A mais natural. Não tem raça, credo ou classe social. O primeiro contato com ela é sempre especial, merece carinho, paciência, atenção. Pode assustar. A plateia são os criados-mudos, os abajures, os bichinhos de pelúcia. Fazem-se de cegos, surdos e mudos. Ainda bem, sou rosadamente envergonhada. O aquecimento antes de começar é essencial. Exercitam-se os cinco sentidos. Abusa-se deles até o pavio estar bem curtinho. As dançarinas não se queixam dos ensaios. Tudo pronto. O palco é escolha de cada um. Tem gente que prefere o tradicional. Outros adoram ousar e se arriscam em palcos ligeiramente proibidos. Variar, usar a criatividade. Pode ser de vários estilos: a delicadeza do balé, a sensualidade do tango, a energia do jazz. O importante é os dançarinos estarem no mesmo ritmo, na mesma frequência, na mesma batida. Há tempos remexem o esqueleto ou começaram na noite passada, não importa. De qualquer jeito podem dar um show. A prática é o melhor jeito para acertar cada vez mais e ninguém reclama do treino. A coreografia é não ter coreografia. Sempre o mesmo passo é garantia de fracas palmas. Muda-se a cada novo ato, muda-se até durante o mesmo ato. Soltar-se, deixar-se levar pelo momento, pelo instinto. Explorar, deslizar, apertar, morder. Cada um com seus verbos na hora do espetáculo. A trilha sonora deve sempre combinar, dando um toque ainda mais especial. Uma lástima ela ser abafada pelos agudos involuntários. Ah, que pena que nada. Depois a gente ouve música. É imprescindível um bom isolamento acústico para não arranjar problema com o vizinho. Ele pode não gostar da "melodia". Quase se ouvem as batidas do coração, já que elas atingem a velocidade máxima em segundos. O figurino vai desde o usual até uma rebuscada fantasia. Isso no início, no ensaio. Depois, quando as cortinas se abrem, elas se perdem por aí. Mas uma peça é indispensável. O sobrenome dela é responsabilidade. Acredite. Use-a. Sem ela há riscos de contusões, distensões, hematomas. Ah, sim. As sensações dessa tal dança. Sabe fogos de artifício? Imaginem eles dentro do seu corpo, começando pelo dedinho do pé até as pontas do cabelo. O brilho se vê nos olhos. O som sai pelas cordas vocais. Já o que acontece dentro de nós, ah, nunca vamos achar palavras que expressem de modo perfeito. Talvez, quem sabe, um frenesi de prazer em cada célula de nosso ser. Talvez. Creio que está longe. Pra saber, só dançando. Dançar assim queima calorias, produz endorfina, é uma delícia. É melhor que chocolate (sim, entenderam certo, mulheres). Poderia resumir o texto todo em uma única frase: a melhor dança do mundo. Adivinhou?


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sorria, meu bem, sorria!

Recentemente vi uma pesquisa que analisou o que homens e mulheres consideram mais importante em um relacionamento e no(a) seu(ua) parceiro(a). O tema pode ser um pouco repetitivo, mas falar de amor nunca sai de moda. Dos cinco itens mais importantes, em primeiro lugar, para ambos, deu química. Óbvio. Química é indispensável. É aquela pimenta que faz tudo pegar fogo rápido, rápido. Ou aquele toque que arrepia cada centímetro do nosso corpo nos deixando quase a-lu-ci-na-dos. Se há química, há meio caminho andado. Agora, atenção mulherada: em segundo lugar para os guris deu bom humor. Deixou para trás afeto, paixão e lealdade. Bom humor. Então, gurias, antes de bater ponto todo dia no salão, quase ter um treco naquela aula de jump, estourar o limite do cartão de crédito na loja mais cara e se perfumar com o aroma importado do momento, faça uma revisão de como anda o seu humor. Você anda sendo uma boa companhia? Tem certeza? TPM não é desculpa nem nunca vai ser. Ficamos mais sensíveis, mas não a ponto de influenciar o nosso humor todo santo dia. Já para elas, o bom humor perde para responsabilidade e afeto, ficando na frente apenas da lealdade. Para mim ele estaria em segundo lugar, sem dúvida. Ninguém gosta de alguém que só reclama, nunca está contente, leva tudo na ponta da faca. Pode até durar um tempo, mas não vai longe. Ligamos a TV: tragédias. Entramos na internet: mais tragédias. Sintonizamos a rádio: mais e mais tragédias. É  notícia ruim que não acaba mais! Logo, o que menos se deseja é passar o fim de semana com alguém "de burro". Muitas vezes por frescuras. Ter alguém que nos faz rir, nos mostra o lado positivo das situações, cria uma atmosfera de alto astral é ganhar na loteria do mundo dos relacionamentos. Claro que há dias que parece nada dar certo, mas são a minoria, pouquíssimos. Bom humor é ser leve independente do peso, sorrir com a alma, rir de si mesmo quando tropeça ou quando a piada foi horrível. Para quê tanto stress? A vida é tão bonita e tão curta para perder tempo franzindo a testa. Relaxe o rosto, relaxe os músculos, relaxe o espírito. Uma pessoa bem humorada atrai positividade. Todo mundo fica mais bonito com um sorriso no rosto. Bom humor é essencial. Digo mais, bom humor é vital. Sem ele não se vive verdadeiramente. Bom humor é ser colorido, viver colorido, amar colorido.