sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é Natal


Quem monta o pinheirinho aqui em casa é quase sempre eu. A minha irmã mais velha às vezes, também. Porque, convenhamos, sem pinheirinho com bolas e luzinhas não é realmente Natal. (As luzinhas estão queimadas, mas esse é um pequeno detalhe, não faz diferença.) A árvore já fica enclausurada no armário da garagem o ano inteiro, merece uma folga.
Mas esse ano eu quase desisto da ideia. Minha mãe disse que não temos nada para comemorar.
Uhul! So exciting! -.-
Eu cheguei a concordar com ela. Porque, bah, pior que é verdade. Ou melhor, quase verdade. Eu sei que está tudo uma merda, que o que parece que não pode piorar, piora, e por aí vai. Mas uma coisinha nós temos que comemorar. A mais simples e a mais importante. We're on in this together. Afinal, estamos todas juntas. Bem ou mal, estamos todas juntas. E não há nada mais importante e valioso do que isso. É claro que os olhos perderam um pouco do seu brilho do Natal passado para cá, mas deixar de comemorar a vida não dá. NÃO DÁ!!! E porque não fazê-los brilhar de novo? Deixar de celebrar o milagre da vida é como deixar de respirar, é deixar-se morrer. Tem gente que passa a vida inteira assim. Mas no dia de Natal, não, por favor. Vamos sorrir, brincar, cantar, sentir e viver amor. Enquanto houver amor, haverá esperança. E não há nada melhor que o espírito de Natal para renovar os dois.  

Please, let's have some fun!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Metas para 2011

Priscilla Breda Panizzon - 27/12/10

1. Comer mais frutas e verduras - CUMPRIDA
Cumpri uns 70%. Salada ainda não é meu prato favorito (e certamente nunca vai ser), mas até que não é lá tão horrível.
2. Ser cada vez mais style - DESCUMPRIDA
A culpa foi da sorte, que não fez eu ganhar na mega-sena. 
3. Voltar para a academia / fazer exercícios físicos - DESCUMPRIDA ou será que não?
HAHAHAHAHA Piada, né. Academia é um saco. Mas investi em outra modalidade MUITO MAIS DELICIOSA. Aiai, com certeza queimei milhares de calorias de um jeito so much better.
4. Limpar duas vezes o rosto ao dia - CUMPRIDÍSSIMA
AÊ!
5. Continuar não correndo atrás de homem / seguir o livro - WTF???
HAHAHAHA Ai, senhor. Que idiota que eu era.
6. Passar fio dental todos os dias - DESCUMPRIDA
Ops. Foi mal aê, mas o sono é mais forte. Bem mais forte.
7. Bater fotos legais - CUMPRIDA E DESCUMPRIDA
Tipo assim... Tenho várias fotos legais de 2011, mas não fui eu que bati. Vale, mesmo assim, né?
8. Ligar antes para dentista, depilação, manicure - CUMPRIDA
AÊ! Essa meta eu alcancei. Vergonha de ligar para fazer a unha, mas só eu mesmo. pqp.
9. Comer menos Mc e Burguer King - CUMPRIDA
AÊ! Essa até que foi bem fácil. A Subway é que ficou feliz.
10. Passar creme no corpo e nas mãos diariamente - DESCUMPRIDA
HAHAHAHAH Outra piada. Olha pra minha cara e vê se eu vou fazer isso todo santo dia? Eu não consigo. 
11. Aprender a cozinhar - DESCUMPRIDA
Bah, saber fazer só quiche de queijo/alho poró não é exatamente aprender a cozinhar, né? :(
12. Não mexer nos cravos, SÉRIO! - DESCUMPRIDA
:( Merda, me odeio. A mais importante e eu descumpri.

E que venham as metas para 2012!
Para serem descumpridas, claro.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sad Eyes

A vida é pura ironia.

Cheguei a essa conclusão esses dias. Parece Deus jogando na minha cara a clássica: "viu, não aproveitou no tempo certo, agora se ferrou". 
Quando eu teria tido tudo para deixar o interior, não tinha vontade. Nadica de nada. Agora que eu não suporto mais a ideia de acordar e ir dormir todos os dias no mesmo lugar que eu sempre morei, a vida deu um looping e sair daqui está complicadíssimo.  
Se. Se eu tivesse feito tanta coisa diferente. Se eu tivesse feito outras escolhas. Se meu pai não tivesse feito tanta merda. Quem sabe a vida poderia ter ido por caminhos mais lindos. Mais claros, mais belos, menos tempestuosos, menos complicados.
E o pior (ou o melhor) é que eu passei, cara. Passei no vestibular depois de três anos de acabar o ensino médio. Sem estudar nada. No quinto curso mais concorrido. Se isso não é um sinal do destino, sinceramente não sei mais o que é. A vaga estava lá, esperando por mim. Das 09h00min às 17h00min. A linha estava lá para eu assinar. Mas passou e eu não fui. Passou e agora deu. Perdi.

Mais seis meses no fim do mundo. Seis meses. 28 semanas. 

Ah, e eu odeio ironia.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nops!

Flor de plástico é um troço ridículo. Quem inventou essa porcaria? Flor é flor, ponto final. Ela murcha, sim, ela morre. E daí? A vida é assim. Melhor do que aquela que sempre esteve morta e é feita (por criancinhas) em uma indústria da China. Em vez de animar um ambiente, ela desanima. Milhares de flores lá fora abrindo as suas pétalas e exalando seus perfumes todos os dias, escolheram uma de plástico. Dura. Sem cheiro. Sem vida. Ui, deusmelivre. Vai que gostam disso e levam para a vida esse negócio de falsificação barata. Ops, já gostaram e já levaram. Uma quase Louis Vuitton não é uma Louis Vuitton. Um quase amor não é amor. Uma quase alegria não é alegria. Um quase tesão não é tesão. Quase trabalhar com o que tu gostas não é trabalhar com o que tu gostas. Quase viver não é viver. 
Falsificação barata. Para mim não serve.

E vem dezembro, vem todo gostoso pra mim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

'Vamos nos permitir"

Essa história de todo mundo querer saber o porquê disso e daquilo enche o saco. Dane-se o porquê. Vai que nem existe o porquê. Que diferença faz? Aconteceu, cara. É de vida que eu estou falando. Se for bom, curte tudo que dá porque amanhã já é outro dia e as coisas mudam em um piscar de olhos. Aproveita que Deus te presentou. E sorri, e beija, e canta, e dança, e sua, e geme, e ama. Se é ruim, aprende e cresce como pessoa. A gente sempre sai mais forte depois de um bad time. Chora, se descabela, afunda no findi-deprê. Mas levanta e continua. Afinal, como dizem os Racionais, o sofrimento alimenta mais a sua coragem. 
Aguenta que crise existencial nem é tão fueda assim. É até bom. Faz a gente pensar o que estamos realmente fazendo da nossa vida. Porque eu prefiro morrer a não ter a liberdade de poder mudar. Transformar-me. Mas isso é só para quem tem coragem (o mínimo que for). Por que o que mais há no mundo são pessoas com medo de mudar. A comodidade é um dos males da humanidade. Preferem o "bem bom" ao invés do "tri bom".

Ouve o teu coração para que ele guie a tua mente. Nunca o contrário. Abre os olhos para o acaso, abre os olhos para a sorte, abre os olhos para o amor, abre os olhos para a vida. Senão a vida passa e deu. Foi-se.

Sabe aquele dia, sabe aquela noite, sabe aquela festa?
Eu nunca disse que precisava fazer sentido. Nem ontem, nem hoje, nem amanhã. Eu nem quero que "faça sentido". Faz bem e pronto. Precisa fazer algum outro sentido do que me fazer feliz? 
Foi sorte. Foi benção. Foram os astros que se alinharam. Foi destino. Foi um dedinho de Deus. Sei lá. Só sei que foi lindo. Surpreendentemente inesperado. Inesperadamente surpreso. Uma delícia.

Mas ainda acho que foi destino. Com uma pitadona de sorte, talvez. Um dedo do acaso, quem sabe...

Hoje, 11/11/11, eu não podia deixar de contar o que aconteceu naquele 10/01/10. Sabe, tri bom.

domingo, 6 de novembro de 2011

De Corpo e Alma

Ficar nu. 
De corpo. É fácil, rápido, gostoso. Vapt-vupt e tudo está espalhado por aí. Há quem consiga formar aquelas "estradinhas de roupas" que aparecem nas novelas e nos filmes. Coisa de Hollywood ao alcance de todos. A questão é que tirar a roupa do corpo é moleza. É uma delícia nos despirmos para quem nos deseja, nos faz sentir belos. Arrepia e faz bem. 
De alma. Tirar a roupa que veste a alma não é moleza, não. É aí que mora o "problema", aí que começa a complicar. Aquela hora que a gente tira a maquiagem da alma e nos mostramos de verdade. Aquela hora que a gente expõe os nossos medos mais sérios e mais bobos. E joga para fora as nossas angústias. A dúvida com a faculdade, o descontentamento com o trabalho, o mau relacionamento com o pai, um trauma de infância e assim vai. Contamos os nossos sonhos para o futuro que nem o nosso inconsciente conhece. 
Bate o medo de nos tacharem de fracos, medrosos, inseguros, sonhadores. Pode ser que sim. Ou não. Há quem diga que isso é ser sensível, esperançoso, sincero, verdadeiro. Isso é ser humano. De carne, osso e espírito. Muito mais espírito que o resto. 
Ficar nu de alma é sermos nós mesmos. Com as nossas manias e defeitos escancarados. Mas as nossas qualidades também dão o ar da graça quando deixamos de lado o nosso cover. Não há disfarces, as máscaras ficaram para trás. Estamos de cara lavadas, um de frente para o outro. Sem qualquer tipo de artifício. E quer saber? É muito melhor assim. É muito mais bonito. Eu adoro.  

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quase sem querer - Reação em Cadeia

Estava caminhando pela rua e deu uma vontade de chorar. Uma vontade gigante, que me tomou inteira. Sabe, aquela de se jogar na cama e agarrar o travesseiro com toda a força do mundo. Trancar a porta, ligar o rádio e se deixar levar pela fraqueza que veio junto. Daquelas que fazem os ossos amolecerem. O coração amolecer. Vontade de cair e desistir. Chega. Cansei de ser forte, de querer parecer forte. Sou tão mais fraca do que pensava ser. E olha que já passei por poucas e boas nessa vida. Tão mais bobinha também. Ai, bateu o baixo astral. (Que grande novidade.) A roupa não combinou, o cabelo espantou, a pele não animou, a bateria do celular acabou, o dia nublou, o sorriso pifou. 
Semestre, falta muito para o teu fim? Chega a me dar enjoo ir para a aula. Mas preciso (e no fundo, eu quero) cumprir a primeira meta da minha vida: terminar o semestre sem rodar em nenhuma cadeira. Fica acrescentada a parte de não tocar fogo no Campus 8.
Resolvi agora que vou estabelecer a segunda meta da minha vida: dissolver essa nuvem cinza que anda rondando a minha vida. O quanto antes. Puta merda, é só eu querer, não é? O que eu estou fazendo deixando ela estacionada em cima de mim? Já que eu prefiro o céu azulzinho. As nuvens só se forem branquinhas. E em boa companhia. Fazendo nada. 
Companhia essa que eu vou ter que esperar. No fim de semana está planejado plantas, cortes e fachadas. Muito AutoCad para nenhum saco. SENHOR, AJUDE-ME A SOBREVIVER. POR FAVOR. Ah, e uma missa. De 7º dia. É, tenso demais para o meu gosto.
Melhor eu ir dormir porque "quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar pra ninguém" por não saber que "mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E a vida vai indo...

Das três, uma: 
1) Eu ando muito chata. Amiga chata, filha chata, irmã chata, colega chata, amante chata. Até que é uma opção razoável, levando em conta que às vezes nem eu mesma consigo me aturar. 
2) As pessoas resolveram brincar com a minha cara e se fazerem de idiotas. Ou melhor, me fazer de idiota. E de burra. Porque peloamordedeus, quanta paciência. 
3) O fim do mundo está próximo. Pelo menos para mim.
Se eu digo que me resolvi (um pedacinho) e vou trancar a faculdade porque arquitetura fode meus neurônios demais sem ter o retorno que deveria ter, pensam quase em voz alta que não acreditam que gastaram todo aquele dinheirão nas mensalidades para nada. Sou uma irresponsável mesmo. Jogar fora dinheiro desse jeito? Que horror. 
Hum, estamos falando de quê mesmo? Por um momento esqueci que era sobre minha felicidade. Sabe, aqui o dinheiro anda comandando tudo. Há muito tempo. Uma pena.
"E agora, o que tu vai fazer????????" Nossa, será que realmente eu não tenho nenhum talentinho? Pareço ter tamanha incapacidade de me dar bem na vida, hein? Só porque eu não vou ganhar R$ 15000,00 todo mês como aquela lá antes dos trinta não quer dizer que não vou alcançar o sucesso.
Clama que eu chego lá. Do meu jeito, no meu tempo.
Eu juro que eu tentei. Juro. Mas agora deu. Agora eu quero tentar outra coisa. 
E, além de tudo isso, ainda tenho que lidar com investidas do destino. Façam suas apostas para ver quanto tempo a filha número 1 vai ficar sem olhar na minha cara. Começou domingo. Hoje já é quinta-feira. Posso estar errada, mas duvido que a mocinha de azul no supermercado não pensou que podia me prejudicar abrindo a matraca para a minha sister. Seria tão bom as pessoas ficarem de boca fechada em vez de soltar veneno por aí. Mas um dia a cobra dá meia volta. 
E, para finalizar, algo de estranho deve estar acontecendo. Porque hoje já é quinta-feira e nada. NADINHA. Minha caixa de entrada está horrível, só com coisa da faculdade. Eca. Não quero nem pensar. Ok, agora melhorou um tiquinho. Mas muito pouco. Vamos, aparece criatura!
Jesus Cristinho, se tu quiseres ferrar com a minha vida, faz com um setor dela de cada vez. Escolhe: profissional, financeiro, familiar, sentimental. Porque tudo junto eu não aguento. Vai me dar um piripaque.

E eu vou chorar.
Mais ainda.
E eu vou acinzentar.
Mais ainda.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Pri

Inspirada na amada de Elvis Presley, minha mãe batizou-me de Priscilla. Meu nome completo é Priscilla Breda Panizzon. Tenho 20 anos e sou aquariana. Tenho uma mãe maravilhosa, para compensar o que meu pai não é. Somos quatro filhas (eu sei, é de se espantar): Ananda, Suélen, Priscilla e Andressa. Brigamos e nos amamos, tudo ao mesmo tempo. Ainda tem a cachorrinha, a Princesa, um anjinho que veio do céu.
Moro em Flores da Cunha - infelizmente. Minha vida toda estudei em Caxias do Sul, no Colégio São Carlos. Comecei no Pré-3 e fui até o ensino médio. Sofri quando acabou. Fiz amigas que continuam amigas até hoje. Poucas, mas boas. Voltando a falar sobre onde moro, odeio Flores. Cidade pequena é um saco. No mínimo, Caxias do Sul. Melhor ainda se fosse Porto Alegre.
Estou no 3º ano de Arquitetura e Urbanismo, 6° semestre. E ainda não sei se é isso que eu quero para minha vida. Penso que arquitetura é muito interessante, mas extremamente complexa. Esse semestre eu continuo, o próximo não sei.
Sou tímida e odeio esse meu medo de falar. Eu falo, mas muito menos do que deveria. Estou tentando melhorar, dia após dia. Sou preguiçosa, gulosa, às vezes viajo até o mundo da lua. Estou aprendendo a me amar e assim amar os outros, amar todo o universo.
Como hobbies tenho ouvir música, ver filmes e escrever num blog, que criei recentemente. Ninguém sabe, assim posso escrever sem ligar para o que os outros vão pensar.
Sou católica. Na verdade, fui batizada, enfrentei os anos de catequese e crisma, mas não faço muita questão de ir à missa. Não simpatizo com os padres. Tenho no Osho um guia espiritual, para crescer como ser humano cada vez mais.
Óbvio que eu queria ter mais dinheiro para comprar roupas, sapatos, maquiagens, bolsas, viagens e outros tantos itens. Mas tenho um pouco de medo do dinheiro. Ele e os seus sentimentos ruins já causaram mágoas demais entre meus primos, tios, avós e minha família.
Gostaria de ler mais jornal, revista e assistir noticiários. Pena que é muita notícia ruim e já chegam os meus problemas comigo mesma e em casa.
Claro que eu tenho Orkut, Facebook e Twitter. O primeiro quase não dou mais bola, o segundo está na moda, ao mesmo tempo em que está ficando insuportável, e o terceiro eu adoro! A minha maior mania, porém, é conferir a caixa de entrada do meu e-mail. Perco a conta de quantas vezes clico no "atualizar".
Confesso, menti quando disse que ninguém sabia do meu blog. Fiz ele porque um certo alguém disse que seria bom, já que levo jeito com as palavras, talvez.
Conheci-o em uma noite de verão, em uma festa que resolvi ir aos 45 minutos do segundo tempo. Um presente de Deus. Dane-se o que a sociedade pensa ou diz, ele me faz a pessoa mais feliz do mundo quando estamos juntos. ............................................................................
No momento, estou lendo "Bom dia, Tristeza" de Françoise Sagan. Desculpe se errei a escrita do nome dela. Ganhei dele, no último fim de semana que a gente se viu.
Vou vivendo, cada vez mais. Descobrindo-me e descobrindo o que a vida tem de melhor. Para as coisas ruins, não me falta fé, força e esperança. Nem um sorriso no rosto.

Priscilla Breda Panizzon

*Escrevi esse texto no dia 01/08/2011, na primeira aula do semestre, quando uma professora pediu para que contássemos quem somos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Yeah!

E a night estava mais ou menos. Mais pra menos.
Dor nos pés monstruosa que foi se transformando gradualmente em humor negro. Ela conseguiu ser a estrela da noite. Limitadíssimos sofázinhos para sentar. Pensa em um humor negro negro. Muito xadrez, Tommy Hilfiger, Lacoste, Polo Ralph Lauren para pouco - quase nada - estilo. Ou melhor, muito estilo #pagueiparceladomasqueromefazerderico. Muita pirigueti para pouco tecido. E eu lá me preocupando com o comprimento do meu short. O mundo ainda vai ser dominado pelas piriguetes. Será um triste fim. Uma mísera Stella Artois (ok, não tão mísera porque foi de graça), que não me fez nem ter dificuldade para descer os milhares de degraus, e mais nada, nem uma gota do etílico. Uma amiga em abstinência alcoólica não é fácil. Ele faz falta, não adianta. Dois ambientes, as mesmas músicas nos dois. Saio de um, dali a pouco toca a mesma música que tinha acabado de passar no outro ambiente. Oh céus, quis morrer. Tanta música boa para os DJ's tocarem na festa, repetem umas três vezes a mesma música. O DJ cat da festa é gay. Esse mundo está perdido. E a minha super night indo para o ralo. Ah, sem contar a invejinha dos casais se pegando e o eu no meio de dois casais no sofá no fim da festa. Rindo dessa ceninha trágico-cômica. 
Mas a pulseira neon é mágica. Ela apareceu, o ingresso se isentou. UHUL! Nada como ter contatos e um celular com crédito e um carro para ir pegar as tais entradas VIPs. De um lado, uma fila quilométrica, de outro, um segundo e já entramos. Ser VIP é outra coisa. Na porta da balada, no coração de alguém. Nem que seja só por uma noite. Total da comanda: R$ 4,00. Água vendida a preço de ouro em um lugar que mais parece bijuteria. Reencontrar uma colega que não via há tempos foi tri. Esse negócio de distância e um milhão de compromissos é uma porcaria, um saco, uma bosta.
O que realmente fez eu não ter me arrependido (tanto) de não ter ficado na minha cama quentinha (porque estava um PUTA FRIO na "primavera" da serra gaúcha) foi ter virado a cara para ele. Fingi que não vi, nem sabia quem era. Como ele fez tantas e tantas vezes. Tão bom. Superar o que parecia insuperável a um tempão atrás.  Não sei se foi platônico ou foi real, mas não importa. Não virar o rosto enquanto ele passava do meu lado (com a milésima namorada, porque tem gente que pega qualquer coisa para não ficar sozinho e não precisar se estressar para transar) foi demais. Não virei a cara na direção simplesmente porque eu não quis, não faço a mínima questão. Não porque fiz uma força sobrenatural para conseguir. Tive orgulho de mim mesma. Não olhar naqueles olhos que eu tanto procurei e quis ser correspondida lavou a minha alma. 
Perdeu playboy, perdeu. Uma lástima eu não estar acompanhada do cara que seria - disparadíssimo - o mais gato e estiloso da festa. Ou o único. Mas eu estava linda.

Indiferença. Sempre a melhor, sempre a pior.

Oração do dia:
Querida Última Semana de Setembro,
Voe antes que a saudade acabe comigo.
Amém.


domingo, 18 de setembro de 2011

Ou não

Sabe aquele dia que tu se odeia? Hoje. Ou ontem, já que agora é mais de 00:00. Sintam o meu drama mexicano: vou dormir na sexta e acordo tranquila no sabadão de manhã, apesar dos meus sonhos meio estranhos e totalmente curiosos. A vontade de ir pra night aumentou durante a noite. Ligo a tv e quem aparece na Globo? Hannah Montana! Eu adoro Hannah Montana. Ela ganha do TVZ. Até aí tudo bem. Quase, mas não deixei o leite ir por cima. A sorte até que gosta de ficar pertinho de mim. Eu acredito nela. 
Acaba o Patrola e a minha mãe chega. A primeira coisa que ela faz (depois de gritar por qualquer mesquinharia com o meu pai) é me agradecer por ter lavado a louça. Óbvio que eu não lavei, senão ela não teria dito isso. É muito mais fácil criticar do que elogiar. Claro que eu vi a louça lá, mas ai, me deixa, não estava a fim e deu. Depois veio o veredito: 'Vem me pedir alguma coisa, vem que tu vai ver o que eu vou falar.' PUTS. Ferrou os meus planos. Depender dos outros é horrível, é triste. Financeiramente, emocionalmente e "transportalmente", no meu caso. Ainda tiveram frases afiadas, que machucaram. Aquilo que a gente fala quando está com raiva e soa muito como verdade. Porque deve ser mesmo. E ela não gostou do que eu falei também, mas sabe que eu tenho razão.
Isso resultou em um dia inteiro sem falar com a minha mãe, por causa de uma merda de uma louça de café da manhã. Nem dez minutos e eu teria lavado tudo. Era só ela ter falado de outro jeito. Simplesmente ter pedido para eu lavar a louça naquele momento, já que não quis ir antes. Eu iria, sem problemas. Mas não, tudo tem que ser mais complicado nessa casa. Tem gente que tem prazer de complicar a vida. 
Meu orgulho (eu juro que eu não era assim) e o medo (antigo e idiota, mil vezes idiota) me fizeram estar em frente ao computador em um sábado a noite que eu poderia estar dançando. Não quis dar o braço a torcer, nananinanão. Eu não vou pedir permissão se eu posso ir para a festa e se ela (ou o meu pai) gentilmente podem me levar e me buscar. Aff. Só porque ela é minha mãe e estava em mais um de seus momentos de nervos a flor da pele ela tem o direito de falar tudo o que vem na cabeça? Não. Ainda mais aquilo que pode machucar. A gente (quase) sempre sabe quando nossas palavras podem ferir. Ah, e o medo? Eu tenho problema mesmo.
Meu déficit com a minha amiga singlelady aumentou mais ainda, daqui a pouco chega ao vermelho. Isso me fez sentir mal. Devo estar sendo uma péssima amiga. Mas há tanta coisa acontecendo que eu estou meiao perdida no meio disso tudo. Eu juro que de um jeito ou de outro eu vou compensar. Dependendo dos planos para o weekend que vem, meu saldo melhora. Não vou negar que deixaria para o seguinte, o seguinte do seguinte... 
Então me odeio por deixar meu orgulho vencer (é, na verdade, só um pouquinho), por ter medo de falar com a minha mãe (isso sim), por estragar os planos da minha bestfriend e por agora estar de pijama sendo que poderia estar de salto 12 elevando a minha autoestima. 01:40 am e eu vou dormir depois desse saco de sábado. 
Que saco. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bora pra balada, então


Estou em déficit de nigths com a minha amiga solteira. Mas não tem nenhum peso na minha consciência em relação a isso. Nadinha. Nem uma grama. Simplesmente porque eu não tenho vontade de ir e eu não vou. So sorry. Parei um pouco com esse negócio de querer agradar todo mundo. Se tiver que escolher, não há dúvidas de que eu vou escolher o melhor. Um dia ela me entende. Ela ainda não experimentou a cobertura do bolo. 
Mas já que eu não peguei a rota do sol e nem vou ter feriadão (oh god, dai-me forças para aguentar essa vida escrava), estou pensando em diminuir a minha dívida com ela. Talvez. Não sem um baita esforço. Não estou com 1% da vontade dela, mas com o etílico talvez melhore. Ou piore. Vai saber, ando tão ao contrário de como eu sempre fui que não duvido mais de nada. Pensava ser tão forte, e agora me sinto fraca de um jeito horrível. Não sei onde minhas forças estão se escondendo. Levaram junto a minha (suposta) frieza. Estou frágil e molenga como uma maria-mole. E eu odeio maria-mole.
Voltando ao assunto, eu sei que preciso me distrair, que é legal também e blábláblá e que sair não é sinônimo de ficar. Já foi, mas hoje não é mais. Peguei-me pensando que só de imaginar outro chegando mais perto de mim, da minha boca, dos meus lábios... ARGH! Eu não quero. Imagina então me tocar. 

Nem pensar.

Quero o gosto dele na minha boca, o perfume dele no meu corpo, as mãos explorando meu relevo, ele na minha vida. É isso que eu escolho, é nisso que eu arrisco e jogo as minhas fichas. Hoje, é mais do que jamais imaginei e muito mais do que pedi a Deus. Posso estar errada, sendo uma completa idiota, nem parecendo aquela que comprou (!) e leu todo o 'Porque os homens amam as mulheres poderosas?'. Dane-se. Eu estou nem aí. Eu quero, calem-se todos. Agora, já passou da hora.

Estou ferrada, ferradíssima.
Do pior jeito.
Do melhor jeito.

sábado, 10 de setembro de 2011

Por Dios

Senhor do céu, onde arranjo vontade para fazer meus trabalhos? Hein? HEIN? Por favor, estou comprando. Aproveita que ainda tenho dinheiro na minha conta. E não vai durar muito.
Como sempre.
Só tenho vontade de dormir, ler Clarah Averbuck (no momento), comer chocolate, mas MUITO, até ficar com dor de barriga, baixar mil músicas para escutar uma vez só e depois esquecer elas. Eu arranjo qualquer coisa para adiar a hora de sentar e pensar, pensar, pensar. E sofrer. E JÁ SÃO 15:16! Aiiiiiiiiiiiiiiii, estou ferrada. 
Como sempre.
Ainda tirei 4 sobre 10 na prova de Estruturas, traduzindo: cálculos impossíveis. QUIBOM. 
Mas agora dá licença que eu vou tirar o vermelho das minhas mãos e o preto dos meus pés. Afinal, amanhã tem o domingo inteiro para eu fazer meus queridos afazeres.
Aham. Sei.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bom dia, Tristeza

 'Você pensa pouco no futuro, não é? É o privilégio da juventude.' Françoise Sagan arrasa em cada linha de seu livro Bom dia, Tristeza. São 108 páginas que contam uma história onde a liberdade de ser e viver está acima de tudo. É instigante e comovente ao mesmo tempo. As personagens serão amadas ou odiadas conforme o gosto do leitor, cada qual com as suas características muito bem descritas. E o fim tem gente que gosta e gente que odeia. Achei triste, bem triste.
O mais impressionante no livro desta francesa, a meu ver, é a sensibilidade com que ela descreve um gesto, um olhar, um rosto, uma sensação. É extraordinária. Ela consegue ir mais fundo, penetrar o quase impenetrável. Revela as emoções, as traz à tona. O jeito como ela fala do amor e do prazer é simplesmente lindo. Emociona. A emoção transbordou em frases que pareciam feitas para mim. Lidas exatamente no momento certo.
Durante a leitura, comecei a me perguntar o que eu passo com o meu olhar, minhas feições, meus gestos. Afinal, muito de nossa real personalidade é percebida pelos outros sem abrirmos a boca. Porque um olhar jamais mentirá. Também me pus a perceber (ou tentar perceber) o que os outros querem dizer a partir do jeito como me olham e como recebem o meu olhar, como o corpo se comporta quando estão perto de mim e outras cositas más. Ando tão desligada ultimamente que não consegui realmente parar e prestar um pouquinho mais de atenção nesses momentos. Falando de mim, devo estar expressando cansaço, desinteresse, medo. Mas alegria também. Só depende de quem e quando. Menos do que eu gostaria, com certeza.
Quem me dera ter escrito um livro aos meus 18 anos como ela. Mas só se o título fosse Tchau, Tristeza. Ela não merece e nunca vai merecer meu bom dia. Um trecho lindo, que fez meu coraçãozinho apertar, para finalizar: '... porque o amor é a coisa mais suave, e mais viva e mais sensata. E o preço importa pouco'.

sábado, 3 de setembro de 2011

Saturday

Hey. Eu fui a uma psicóloga. Sim. Tive essa coragem. Eu sempre tive problema na cabeça, mas nunca ao ponto de ter que ir a uma psicóloga. Sentei no sofázinho com uma mesinha do lado e uma caixa de lenços. Se eu chorei, foi culpa dela. A desculpa foi a indecisão do que eu quero ser na minha vida. Esse negócio de como eu vou ganhar dinheiro na minha vida sentindo tesão em acordar cedo e trabalhando o dia inteiro. Eu ainda não sei como. Uma que eu odeio acordar cedo, quem criou essa merda merece um tiro no meio da cara. Mesmo que já esteja morto. Mas eu queria mesmo para ela me ajudar a desembaralhar minha cabeça e meu coração. Eu preciso de ajuda, confesso.
Começou ela dizendo que tudo o que eu falar jamais - JAMAIS - atravessará aquelas paredes. Thanks God, tijolos são mudos. Digo, se algo estiver ameaçando a minha vida ou de alguma outra pessoa, a moça ali de cabelos vermelhos abrirá a boca. Mal sabe ela que meus diabinhos internos são muito mais perigosos que maconha, cocaína, crack. Nem preciso deles para ter medo de mim mesma.
Claro que eu quase não falei. No começo. Se eu demoro a verbalizar decentemente com quem convivo há vários dias, semanas e meses, imaginem com uma pessoa que nunca troquei um 'oi'. É, tenso. Um mega desafio para mim. Depois o motor foi engrenando e acabei falando, falando e falando. Atrapalhando-me nas palavras, também, claro. Eu sempre faço isso quando quero e preciso falar muitas coisas. Enquanto falava sobre como é a minha rotina de estágio, faculdade, AutoCad, Corel e essas coisas de arquiloucos, tudo beleza. Merda. Comecei a colocar pra fora tudo mais o que estava me angustiando, me confundindo, me desanimando, me matando. A redwoman esperava por aquele momento, eu sentia. E eu também. Adorei aqueles lencinhos. Deus queira que um só seja suficiente nas outras sessões, por que tenho certeza que vou precisar. Espero ansiosamente pela próxima.
Ele ligou. Dancing with myself começou a tocar. E também é óbvio que as paredes ficaram sabendo daquilo que me faz mais bem. Juro que elas sorriram por dentro. Ele tá chegando. Lá vou eu. Viver. V-I-V-E-R.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

30/08

Como pode tanta neblina em uma cidade só? Ai, chega dessa coisa nojenta que camufla as cores. Quero olhar para fora e ver o sol, o céu azul, as cores. Mais uns dias e a gente esquece como era. O pessoal lá de cima deve estar realmente zangado com o pessoal daqui. Mas poxa, essas nuvens cinzas não me faz bem. Esse tempinho realmente não anima. Meus cabelos ficam o uó. Nada bom para minha (delicada) autoestima. Não dá vontade de sair de baixo das cobertas. Não que eu tenha muita quando o dia está bonito, mas convenhamos que em um dia invisível fica mil vezes mais difícil. O despertador sempre vence, enfim. O do celular, o da vida, o do coração.
Hoje tenho duas aulas no fim do mundo, úmido. E semana que vem tem prova. Shit. Mas um mês de aula já passou e mais três e eu estarei de férias! Lendo sem pressa e por prazer, fazendo nada sem peso na consciência, inventando o que fazer. Ou melhor, voltando a minha listinha mental de "coisas que quero fazer quando terei tempo". Enquanto o tempo se vai pelo ralo, eu espero "ter tempo". Bah, tanto stress até "ter tempo" que eu me pergunto se vale a pena. Deve valer, afinal, sem faculdade nunca vou conseguir comprar minhas roupas e sapatos lindos. Só peço que, por favor, não me arranjem mestrado e doutorado. Isso é para outro nível de pessoas. Eu prefiro ler um livro de poesia. Tão mais lindo, mais doce, mais confortável. Meu tempo de CDF ficou no colégio. E olha que eu nem me matava de estudar. Hoje tem sempre gente melhor que eu. Não é fácil. É, a vida dá voltas. Um dia se está por cima, outros por baixo.
Hum, imaginei outra coisa. Essa minha mente poluída... Essa minha vontade escondida, pervertida, colorida.
Mais uns dias. Ai, coração, aguenta mais um pouco. Não digo que será fácil, ultimamente está sendo mais difícil do que nós pensávamos. Também não precisa ver comédia romântica tendo certeza que vai chorar. Mulher adora sofrer. Tem prazer. Digo por mim: as melhores (piores) músicas para os piores momentos, rever fotos para apertar ainda mais o miocárdio, dar bola para a idiota da curiosidade. Eu devo ter problema na cabeça. Eu e mais quase todas as mulheres do mundo. Porque tem mulher que o autocontrole é super ágil. Descobri que o meu ainda perde para a emoção.
Pelo menos tem cinema de graça hoje de noite. Ser viciada no Twitter tem que valer alguma coisa. E amanhã é o meu último dia acordando às 6:00. Quero um porre para comemorar!
E agudos involuntários.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CFA

"Pense em mim, me mande mentalmente coisas boas. Estou tendo uns dias difíceis — mas nada, nada de grave." Caio Fernando Abreu

Por favor. Por favor, desânimo, saia de mim. Não te quero mais descolorindo a minha vida, enevoando meus céus, amarelando meus sorrisos, tornando opacos meus olhares. Chega de segundas-feiras dobradas, triplicadas. Chega dessa confusão que toma conta de mim. Tem coisa legal acontecendo, o problema é que eu não estou legal. Dá-me uma vontade de chorar do nada, várias vezes. E eu não sei nem o porquê direito. Quero luz na minha vida, quero a tua luz, quero a minha luz. Quero sol de dia e lua de noite. Mas para começar, aceito um abraço.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Suicídio Inconsciente

Já ouviu falar disso? Tomei conhecimento deste termo pelo filme brasileiro Nosso Lar, baseado no livro de mesmo nome, psicografado pelo médium Chico Xavier, sob a influência do espírito André Luiz. Crenças espíritas e dúvidas sobre o que é real ou fictício a parte, resumo a mensagem do filme em apenas uma frase, três palavras: faça o bem. Faça o bem sem olhar a quem. Faça o bem a si mesmo, em primeiro lugar. Não provoque um câncer em sim mesmo. Sim, um câncer. André Luiz morreu de câncer. Por culpa dele. Criado por ele. Acredite, isso também me impressionou. Um tumor maligno, cheio de bad fellings, guardados por ele por longos dias, meses e anos. Deu nisso. Portanto, não guarde sentimentos ruins. Se há raiva, rancor, inveja, ódio no seu coração, jogue-os fora. Desintoxique-se. Hoje, agora, urgente, para já. Fique mais belo. Mais leve. Mais saudável. Faça isso e sua saúde melhorará. A física e a mental, sempre de mãos dadas. E não deixe eles entrarem novamente. Uma vez dentro de nosso corpo, as mágoas instalam-se e fixam residência. Mas só se você deixar, só se você deixar as portas abertas. Elas reproduzem-se com o tempo, no mesmo ritmo que seus sentimentos ruins vão entrando. Pare com isso! É só querer. Não faça como André, não cometa suicídio inconsciente. Seja consciente. Essa decisão é somente sua, está totalmente na sua mão. Você tem total controle sobre ela. Cuide-se. Mude. Perdoe. Peça desculpas. Encha sua alma e - consequentemente - seu corpo de alegria, força de vontade, fé e esperança. Todos os dias. É um esforço diário. Inúmeras são as investidas desse pessoal do mal para derrotar a turma do bem. Mas a força do bem é infinitamente maior. Tente e continue tentando. Eu tento. Acorde cada dia mais clean, mais elegante. Não adianta banir gordura trans das suas refeições se a raiva continuar alimentando-o. Antes de julgar quem se atirou da ponte, veja se você mesmo não está a um passo do penhasco.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Olho no Olho

Tato. Olfato. Audição. Paladar. Visão. Ah! A visão. Dos cinco sentidos, a visão é aquele que mais me fascina. Quem nunca ouviu a clássica: "Um olhar vale mais que mil palavras"? É praticamente um dogma, uma verdade incontestável. O olhar e seus olhares. O olhar e seus poderes.  O encanto seja tanto, talvez, por eu mais olhar do que falar. Olhe-me nos olhos e ganhará pontos. Desvie-me o olhar e perderá pontos. O olhar é meu melhor ponto forte. E o meu pior ponto fraco. Acreditam? Pois bem, vou contar-lhes o porquê (mas prometam guardar segredo, ok?). A parte boa: não tenho dificuldade alguma em olhar nos olhos de quem me faz bem. Consigo demonstrar carinho, amor, atração, alegria pelas minhas pupilas. Elas são capazes de tocar fundo quando querem e deixar marcas lindas.  Ou cruéis, depende para quem. A parte ruim: eu me entrego. Não consigo olhar nos olhos de quem me fez mal, com quem estou braba, com quem há atrito. Não dá. Olhar nos olhos para quem contei uma mentirinha me arrepia dos pés à cabeça. Sinto-me suja.  Parece que está estampado em meu olhar o meu mísero pecado, meu pequeno delito. Meus olhos demonstram exatamente o que está se passando aqui por dentro. Eles não mentem. Meu sorriso nem sempre é real, pode disfarçar, mas o meu olhar é o espelho de minha alma. Outra frase que concordo e assino embaixo: "O olhar é o espelho da alma". Se minha alma hoje está colorida, meus olhos enxergarão as flores e sua perfeição, o mundo e sua beleza, as cores da vida. O contrário também acontece, esporadicamente. Toque, sinta o cheiro, ouça, sinta o gosto e olhe. Olhe. Abra os olhos para a vida. Abra os olhos para quem se ama. Diga palavras belas ao olhar. E observe. Muita coisa é dita no silêncio de um olhar. Afinal, como diz Mário Quintana, "quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação".

sábado, 13 de agosto de 2011

Peixe fora d'água

Deslocada. Desajustada. Fora do lugar. Você já se sentiu assim? Eu já. Não é lá muito bom. Aliás, nem um pouco. Deixe-me explicar melhor o que seria se sentir um peixe-fêmea fora d'água. É estar em uma sala com 15 colegas entusiasmadíssimos para ativar o "mãos a obra" e sentir uma agonia por dentro de quase sucumbir. É morar em uma cidade há 20 anos e não conseguir se sentir confortável ao andar pelas suas ruas com seus moradores quase estrangeiros a minha pessoa. É também estar em um ônibus entre várias gurias, de mesma faixa etária, mesmo curso, mesma cidade e se sentir diferente de um jeito quase monstruoso. Enquanto elas batem papo e riem durante a viagem, sozinha converso em silêncio com as estrelas e a lua. Elas me respondem, sim. Brilham ainda mais. É noite, depois de um dia inteiro pra lá e pra cá estou voltando para casa, mas o relaxamento total não acontece. Meus músculos insistem em se contrair. O conforto parece não existir, a poltrona macia passa despercebida. Sinto-me mal, como uma intrusa. Um pouco triste também, afinal, não pertenço realmente ao lugar onde moro. Foram várias tentativas de deixar de ser oleosa e virar aquosa, fazer parte do todo. Em vão. Por parte culpa minha, nunca acreditei realmente que pudesse me sentir verdadeiramente bem entre gente que está a metros e a quilômetros de distância ao mesmo tempo. Desconfio que eles também não façam a mínima questão de eu me adentrar à roda de dança. A distância emocional sempre será enorme, mesmo a distância física sendo de apenas alguns centímetros. Não adianta, o coração escolhe morar onde ele é feliz. Simples. A minha cidade será sempre aquela a quase 30 km de distância, onde abri os olhos e chorei pela primeira vez, onde vivi todos os anos de colégio e agora os da faculdade, de onde tenho lembranças lindas e pessoas queridas, onde simplesmente dou passos por suas calçadas e me sinto bem. A outra será sempre - e somente - a outra. Mera formalidade a preencher na ficha da loja. Vontade de dizer: cidade pequena, chata e cinza. Melhor seria poder completar com a outra: cidade grande, legal e colorida. Um dia. Um dia vou abrir a janela e inspirar o ar da minha terra natal, finalmente. De onde nunca deveriam ter me levado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Em uma tarde fria de sol

Estava eu no ônibus em uma longa viagem de 40 minutos rumo ao campus 8 e a uma aula tensa (sim, aquela no dia do mau humor, que a propósito nem foi tão tensa assim). A (única) vantagem de andar de ônibus é não precisar prestar atenção nos carros, nos pedestres, nos buracos do asfalto, nas sinaleiras ou nas marchas. Dá para ver o céu, o sol, a lua, as estrelas, as árvores, as pessoas, as casinhas, os prédios, a vida acontecendo. Dá para fofocar, colocar o papo em dia, numa boa. Ou ler um livro.
O fato que me chamou atenção naquela tarde aconteceu dentro do ônibus mesmo. Eu não costumo ouvir conversas alheias, mas dessa vez não pude resistir. O rapaz entra no ônibus e se senta ao lado de uma moça, não sem antes cumprimentá-la com um "oi"; não era, entretanto, um oi normal. Não podia ser português nem "gauchês". Havia um sotaque na voz. Olhando melhor, a sua aura era puro sotaque. A moça, habitante da terra dos pampas, devolveu-lhe o cumprimento. E começaram a conversar. Ele, italiano ou francês (não pude decifrar com exatidão, uma pena) e ela, brasileira. Um tentando entender o outro e se fazer entender ao mesmo tempo. O estrangeiro de dicionário em punho e a gaúcha praticando o seu inglês, buscando na memória tudo o que sabia. Durante o trajeto, não sei se mais conversaram ou riram. Juntos. Das palavras trocadas sem querer, dos assuntos, da vida. Até peguei um livro que estava lendo nas mãos, mas os olhos estavam no livro enquanto os ouvidos insistiam em ouvir o bate-papo "entre países". Concentração zero para a leitura. Desisti e fiquei a observá-los. Creio que não perceberam a minha presença nem a curiosidade. Às vezes é até bom ser invisível por uns instantes.
Nunca tive a sorte de conviver com um intercambista. Sempre estiveram na turma ao lado. Nem estive no lugar de um. Sem dúvida, deve ser uma rica experiência. Vendo os dois interagindo, sorrindo, divertindo-se, pensei no quanto podemos aprender com cada cultura diferente que existe nesse mundo. E o quanto podemos ensinar a elas, também, é claro. Afinal, cada um tem algo a contribuir (para melhor, estamos falando de gente de bem). Cada cultura tem a sua história, seu jeito de viver, suas crenças, seus ideais. Somos todos feitos de vivências. A bagagem da vida é feita de erros e acertos, sofrimentos e alegrias, que devem ser transformados em aprendizados e, sempre que possível, passados adiante.
Enquanto os dois jovens conversavam animadamente, porém, bombas explodiam entre "nações rivais", derramando sangue de gente cheia de história para contar. Esse mundo tem muita coisa fora do lugar mesmo. Ao invés de nós desfrutarmos a maravilha da diversidade, explorando o mundo com seu exotismo espetacular, não, destruímos isso. Não me venham explicar os motivos das guerras. Guerra é bicho ruim e ponto final. A vida é o que há de mais valioso no universo. Mas tenho esperança, de verdade. Afinal, ainda existe paz, mesmo que tímida. Ali, naquele ônibus, entre aqueles dois corações, existe paz.

Esse vídeo me deu uma vontade de sair por aí e conhecer cada cantinho desse mundão. Aprender e conhecer com ele. Passo a passo eu chego lá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Acordei. Ou não?

Minha cabeça pesa. O cérebro funciona a nível baixo, baixíssimo. Hoje os neurônios não querem cumprir o expediente. Meio e será um milagre. E quer saber? Não dou a mínima. Até gosto. Tão bom ficar um tempo sem pensar em milhares de coisas ao mesmo tempo, mandar as minhocas para seu devido habitat. As pálpebras querem relaxar, mais um tempinho para descansar. Desculpem fazê-las trabalhar tão cedo. Juro que compenso daqui uns dias, aguentem firme até o final de semana. Os olhos desejam o mesmo, chega de luzes fluorescentes brancas por todo o lado. Elas me deixam cegas mesmo de olhos bem abertos. Um escurinho gostoso é tudo o que eles mais desejam.
            Meus músculos estão lentos, vagarosos. Um passo de cada vez, uma tecla de cada vez. Os pulmões fazem um esforço danado para inspirar e expirar. Eu sei, eles fazem isso todo santo dia, toda santa hora, todo santo minuto, todo santo segundo. Mas parecem preguiçosos. E estão. Seguem o fluxo de todos os meus órgãos. O coração bate calmo e despreocupado, ligeiramente desanimado. Até a saudade parece dar uma trégua. Lá fora cai uma chuva linda. Aprendi a admirá-la. Meus ouvidos agradecem o suave e delicioso barulhinho. É só esse som eles querem hoje. Nada de buzinas, reclamações, explicações. Os raios e trovões completam o espetáculo. Mas fiquem só lá fora, por favor, nada de entrar em mim. Já chegam as nuvens negras que insistem em me camuflar o sol. 
            No mundo da lua. Chego à conclusão que estou no mundo da lua. Embarquei em uma nave especial e pousei lá enquanto dormia. Gostei e resolvi ficar por lá, pelo visto. Parece-me tão sereno e colorido. Não digo perfeito, porque me faltam boas companhias. Sou puro devaneio. Tamanho torpor que quase eu própria não me sinto. Essa falta de gravidade me delicia ao mesmo tempo em que me assusta. Flutuo no ar com os pés no chão. A cabeça nas nuvens na frente da tela do computador. Talvez ainda esteja dormindo, é só o sono e seus delírios. Ou talvez trocaram o açúcar por outro pó no café preto que tomei agora a pouco. Seja o que for, estou em “stand-by”, torcendo para ninguém apertar no “on”. Pelo menos por hoje, só por hoje. Mas é segunda-feira. Planeta Terra chamando. A vontade é deixar tocar até que caia na caixa postal. Mas atendo, de cara feia. A ligação está ruim, cheia de ruídos. Será assim, o dia todo.

sábado, 6 de agosto de 2011

Inspiração

O depois sempre me faz querer viver ainda mais.

It's times like these you learn to live again 
It's times like these, you give and give again...
It's times like these you learn to love again
It's times like these, time and time again...

Abra os olhos. A vida está em tudo, por todos os lados. É sempre tempo de viver e amar.

Depois

Não há nada no mundo como o que acontece na hora. Durante. Extasiante. Mas o depois, eu adoro. Ah, o depois... Eu amo. O brinde, o bônus, o prólogo. Seja o que for, finaliza com chave de ouro. Eu dou o nome de carinho. Envolvidos em uma leve e naturalmente perfumada atmosfera, os corpos se acalmam, os corações se acalmam. Aninham-se com maestria. Sinto a energia nas minhas veias, correndo pelo meu sangue e fazendo-me sentir viva, de verdade. Sou pura emoção. A respiração se aquieta juntamente com a pulsação, vagarosamente. O sol entra discreto enquanto a música embala o silêncio. Nós e o silêncio. Vogais e consoantes são dispensáveis. Substituídos por um olhar não visto, um rápido sorriso, o abraço quentinho, um roçar nos lábios, um cafuné gostoso, a linguagem da alma. A delícia da pele na pele, da beleza natural de cada um. Compartilha-se calor, energia, alegria, admiração, gratidão, felicidade. Um toque seu e o meu corpo responde sorrindo, relaxando, flutuando. Olhos fechados sentindo-me como em um sonho, um lindo sonho. Olhos abertos para não ter dúvidas de que é real, docemente real. Os pensamentos passeiam, para lá e para cá, cada um com os seus. Até os neurônios parecem envolvidos nessa quase vertigem.
O depois é paz. Essa paz às vezes tão distante e inalcançável. Ali, acontecendo em mim. Mãos dadas com a paz. A melhor paz do mundo. A minha paz. A paz que me lembra mais uma vez que a vida é linda e vale a pena viver. O que acontece lá fora, não acontece. Para mim, só o que existe somos nós, nós dois. E isso basta. Os segundos, os minutos, as horas desaparecem. O momento é tão sublime, que o tempo simplesmente para, não se atreve a atrapalhá-lo. Ficaria minha vida toda sem sentir o tempo. Minha vida toda ali, quentinha e colorida. E feliz.
Me mexer? Só se for para "gerar atrito" para encontrar a paz novamente, depois. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Oh shit

Mau humor. Mau humor do diabo. Aquele dia que a gente acorda achando a nossa vida uma m****, com vontade de mandar (quase) tudo para o inferno. É, aquele dia que eu sou grossa sem peso na consciência. Talvez um pouquinho, quase nada. Acordei assim. Despertei 20 minutos atrasada - de propósito. Aham, eu sabia que o despertador do celular não ia tocar, já que eu o deixei carregando. Vale tudo por uns minutinhos a mais na segunda melhor e mais quentinha cama do mundo. A primeira? Tirem suas próprias conclusões.
Ai, cansei desse mundinho. Cansei de passar frio de quase ter um ataque do coração aos 20 anos. Não é nada legal sentir os pés congelados mesmo com duas meias mais botas. Pobrezinhos, não merecem isso. Minhas mãos roxas, então, lindas! Vou fugir pra onde faça 25º C todo dia. Onde se usa menos roupa. Sou muito mais feliz com menos roupa. Muito mais.
Cansei do estágio. Cansei da faculdade. Aliás, isso é outro assunto que está fazendo uma tremenda confusão nos meus miolos. Tenho medo dos meus olhos e suas denúncias das minhas dúvidas. Tão pouca gente que olha nos olhos, porém, creio que não preciso me preocupar com isso. Ainda bem. Primeira aula do semestre e já tem maquete pra fazer. Que saco! Não tenho saudade do AutoCad. E o Corel está uma lesma. Nojento como uma lesma. Para completar o dia, hoje tenho a aula mais tensa da semana, da matéria mais tensa do semestre. Se eu me aguentar até lá, óbvio. O desespero já está me rondando. Tomara que erre o caminho e se perca. Tomara. Sem falar que já enjoei da cara de todo mundo daquele campus-gelado-no-fim-de-mundo-caindo-aos-pedaços.
Tem mais. Quer saber? Se não quiser saber também, vou falar mesmo assim. Afinal, o blog é meu e escrevo o que bem entender. Cansei das minhas amigas. Hoje, melhor não ver nenhuma. Nem falar. Até por MSN estou me irritando. Nenhuma apoia de verdade, nenhuma apoia de verdade o que me faz mais feliz nesse mundo. Muito bom. Excelente. É ótimo sentir no olhar e no jeito de falar delas a reprovação, a descrença.  Parece que estão sempre esperando eu dar a notícia fatal. Mas são livres de preconceitos, sempre. Aham, sei. Nunca me conformei com isso. É triste, sabe. Chega a doer aqui dentro. Mas tudo bem, o meu sorriso é de verdade. É a verdade. Isso que importa.
Ah, claro. Cansei do egoísmo que resultou em tantos erros que parecem não acabar mais. Pensar em si mesmo quando deveria pensar nas pessoas mais importantes da sua vida. Pena que até hoje ainda não se deu conta que só elas são para sempre. Aliás, nunca dará conta. Mas somos cinco mulheres guerreiras. Estaremos juntas para o que der e vier.
Até o Twitter está chato hoje. Foi o Facebook que me animou ligeiramente. Pelo menos, hoje o sol saiu. Céu azul com nuvenzinhas brancas. E amanhã é dia 05. E vai ser sexta-feira. Aleluia! Tento ser feliz durante a semana com a mesma intensidade (ou quase a mesma) dos fins de semana. Às vezes consigo, às vezes não. Sábado e domingo são sempre melhores. Mais quentinhos, mais dorminhocos, mais gostosos, mais felizes. Uns mais que os outros, claro.
Eu, que odeio mau humor. Odeio. Ninguém tem culpa dos problemas da minha vida. Mas estou no direito de ficar com raiva de tudo por um tempo. Talvez seja TPM. Ou não. De qualquer jeito, amanhã ou hoje depois da minha aula tensa, eu melhoro. Com a ajuda de chocolate também, talvez. Respiro e lembro que a vida é bela. Dias melhores hão de vir.
Pode achar o post uma chatice. Eu deixo. Talvez me achar chata também. Hoje estou mesmo. Mas amanhã vai ser diferente. O mundo só muda quando a gente muda.  

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu e Eles

Nunca fui uma daquelas gurias "amiga dos guris". Nunquinha. Acredite, quase três anos na faculdade e isso ainda mora nas minhas entranhas. Melhorei, lógico, mas ainda prefiro sentar na classe ao lado de uma colega. Mesmo sendo desconhecida, na primeira fila, na aula mais sonolenta de todas. Minhas terminações nervosas agradecem. Meu medo besta (de parecer ridícula, talvez) se orgulha. Amigo homem então, nem pensar. Amigo que eu digo é aquele quase íntimo tanto quanto uma melhor amiga. Às vezes até melhor que uma melhor amiga, ouvi falar. Nem para bater papo no MSN eu tenho um amigo homem. Nos anos de colégio, morria de inveja daquelas colegas que falavam com eles com a mesma naturalidade que falavam com elas. Além do que eu via na sala de aula, duas de minhas irmãs sempre estiveram nas patotinhas dos garotos. Oh céus, será eu a ovelha negra da família? Calma, não chega a tanto. Via neles quase um bicho de sete cabeças. Engano meu. Mais mansos que muitas gatinhas por aí. Quando não eram cobras peçonhentas. Trabalhos em dupla com um guri era praticamente uma tortura. Dificuldade até para olhar nos olhos do rapaz. Talvez por medo dos meus olhos revelarem o misto de insegurança, timidez, autoestima nível baixo, vergonha e medo que tomavam toda a minha cabecinha e meu coraçãozinho de adolescente. Na prova dissertativa interminável de biologia, tudo colorido. Na hora de formar simples frases com eles, tudo branco. Quando eu senti o gostinho de conversar com eles, chega a formatura do ensino médio. Demorei a ver que conviver com eles pode ser bom. Muito bom. Uma rinoplastia - super up na autoestima, um coração quase imune a amores platônicos, o desafio de interagir com o pessoal novo da faculdade, a descoberta de uma linda mulher - faz bem a gente se elogiar de vez em quando - adormecida (e ligeiramente amedrontada) dentro e fora de mim. Para falar a verdade, quase nem sabia que ela existia. E ela é sexy! Incrivelmente sexy quando quer. Ironicamente, um dos "temidos" do sexo oposto me deu a graça de descobrir isso de uma maneira linda. Depois disso tudo, hoje me viro muito melhor. O segredo: a boa e velha confiança em mim mesma. Sou capaz, sou muito capaz. Acordar dia após dia mais confiante em mim mesma. Às vezes tenho dias bem difíceis em relação a isso. Para mim não é tão fácil assim. Cada vez que a confiança cai, porém, ela levanta mais forte. Tenho certeza que mais uns dias, umas conquistas, uns elogios (adoro confete!) vou estar 100 % nutrida de confiança. Coloridamente viva.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adivinha o quê

Como uma dança. A mais natural. Não tem raça, credo ou classe social. O primeiro contato com ela é sempre especial, merece carinho, paciência, atenção. Pode assustar. A plateia são os criados-mudos, os abajures, os bichinhos de pelúcia. Fazem-se de cegos, surdos e mudos. Ainda bem, sou rosadamente envergonhada. O aquecimento antes de começar é essencial. Exercitam-se os cinco sentidos. Abusa-se deles até o pavio estar bem curtinho. As dançarinas não se queixam dos ensaios. Tudo pronto. O palco é escolha de cada um. Tem gente que prefere o tradicional. Outros adoram ousar e se arriscam em palcos ligeiramente proibidos. Variar, usar a criatividade. Pode ser de vários estilos: a delicadeza do balé, a sensualidade do tango, a energia do jazz. O importante é os dançarinos estarem no mesmo ritmo, na mesma frequência, na mesma batida. Há tempos remexem o esqueleto ou começaram na noite passada, não importa. De qualquer jeito podem dar um show. A prática é o melhor jeito para acertar cada vez mais e ninguém reclama do treino. A coreografia é não ter coreografia. Sempre o mesmo passo é garantia de fracas palmas. Muda-se a cada novo ato, muda-se até durante o mesmo ato. Soltar-se, deixar-se levar pelo momento, pelo instinto. Explorar, deslizar, apertar, morder. Cada um com seus verbos na hora do espetáculo. A trilha sonora deve sempre combinar, dando um toque ainda mais especial. Uma lástima ela ser abafada pelos agudos involuntários. Ah, que pena que nada. Depois a gente ouve música. É imprescindível um bom isolamento acústico para não arranjar problema com o vizinho. Ele pode não gostar da "melodia". Quase se ouvem as batidas do coração, já que elas atingem a velocidade máxima em segundos. O figurino vai desde o usual até uma rebuscada fantasia. Isso no início, no ensaio. Depois, quando as cortinas se abrem, elas se perdem por aí. Mas uma peça é indispensável. O sobrenome dela é responsabilidade. Acredite. Use-a. Sem ela há riscos de contusões, distensões, hematomas. Ah, sim. As sensações dessa tal dança. Sabe fogos de artifício? Imaginem eles dentro do seu corpo, começando pelo dedinho do pé até as pontas do cabelo. O brilho se vê nos olhos. O som sai pelas cordas vocais. Já o que acontece dentro de nós, ah, nunca vamos achar palavras que expressem de modo perfeito. Talvez, quem sabe, um frenesi de prazer em cada célula de nosso ser. Talvez. Creio que está longe. Pra saber, só dançando. Dançar assim queima calorias, produz endorfina, é uma delícia. É melhor que chocolate (sim, entenderam certo, mulheres). Poderia resumir o texto todo em uma única frase: a melhor dança do mundo. Adivinhou?


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sorria, meu bem, sorria!

Recentemente vi uma pesquisa que analisou o que homens e mulheres consideram mais importante em um relacionamento e no(a) seu(ua) parceiro(a). O tema pode ser um pouco repetitivo, mas falar de amor nunca sai de moda. Dos cinco itens mais importantes, em primeiro lugar, para ambos, deu química. Óbvio. Química é indispensável. É aquela pimenta que faz tudo pegar fogo rápido, rápido. Ou aquele toque que arrepia cada centímetro do nosso corpo nos deixando quase a-lu-ci-na-dos. Se há química, há meio caminho andado. Agora, atenção mulherada: em segundo lugar para os guris deu bom humor. Deixou para trás afeto, paixão e lealdade. Bom humor. Então, gurias, antes de bater ponto todo dia no salão, quase ter um treco naquela aula de jump, estourar o limite do cartão de crédito na loja mais cara e se perfumar com o aroma importado do momento, faça uma revisão de como anda o seu humor. Você anda sendo uma boa companhia? Tem certeza? TPM não é desculpa nem nunca vai ser. Ficamos mais sensíveis, mas não a ponto de influenciar o nosso humor todo santo dia. Já para elas, o bom humor perde para responsabilidade e afeto, ficando na frente apenas da lealdade. Para mim ele estaria em segundo lugar, sem dúvida. Ninguém gosta de alguém que só reclama, nunca está contente, leva tudo na ponta da faca. Pode até durar um tempo, mas não vai longe. Ligamos a TV: tragédias. Entramos na internet: mais tragédias. Sintonizamos a rádio: mais e mais tragédias. É  notícia ruim que não acaba mais! Logo, o que menos se deseja é passar o fim de semana com alguém "de burro". Muitas vezes por frescuras. Ter alguém que nos faz rir, nos mostra o lado positivo das situações, cria uma atmosfera de alto astral é ganhar na loteria do mundo dos relacionamentos. Claro que há dias que parece nada dar certo, mas são a minoria, pouquíssimos. Bom humor é ser leve independente do peso, sorrir com a alma, rir de si mesmo quando tropeça ou quando a piada foi horrível. Para quê tanto stress? A vida é tão bonita e tão curta para perder tempo franzindo a testa. Relaxe o rosto, relaxe os músculos, relaxe o espírito. Uma pessoa bem humorada atrai positividade. Todo mundo fica mais bonito com um sorriso no rosto. Bom humor é essencial. Digo mais, bom humor é vital. Sem ele não se vive verdadeiramente. Bom humor é ser colorido, viver colorido, amar colorido.


sábado, 30 de julho de 2011

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Tanta gente excluindo o Orkut e eu pensando em excluir o meu Facebook. Falo sério. Ou eu me desligo dele ou dou unfollow geral. Ops, isso é só no Twitter. Então o jeito é excluir a maioria dos meus "amigos", porque o feed de notícias está deprimente. 99%  do que os meus adorados conhecidos postam é inútil, totalmente inútil. Só vejo duas possibilidades: ou eu sou uma pessoa chata, chata pra caramba, ou os chatos são - porque graças a Deus sempre tem um pessoalzinho bacana - quase todos os outros. Aposto na segunda opção. É incrível como as pessoas perderam o bom senso (ou nunca tiveram). Aonde já se viu postar fotos de uma recém-nascida que mal e mal abriu os olhos? Nem 10 dias a nenê tem! Parece de ver a mãe dando de mamar e postando no Facebook ao mesmo tempo. Exagero, mil vezes exagero! Vai pro Rock in Rio? Que bom! Aproveita! Não precisa postar um milhão de vezes, se achar o máximo possível. Lendo nas entrelinhas da legenda da foto dos ingressos: "Morram de inveja! Lálálálááá!" Pode fazer o favor de pegar esses ingressos e enfiar onde o sol não bate? Agradecida. E o "amor" então? "Eu te amo" pra lá, "eu te amo" pra cá. Oh céus, haja paciência. Tanto eu te amo da boca pra fora que chega a dar enjoo. Amor verdadeiro não precisa provar nada pra ninguém. Nem gosta de tamanha exposição. Muito melhor falar palavras de carinho só no ouvido da pessoa ou olhando nos olhos, em um momento íntimo. Parece que precisam mostrar para todo mundo que são o casal mais feliz do mundo. Duvido. Sem esquecer quem viaja e faz questão de postar mil vezes. Algumas fotos são sempre legais, mas moderadamente. Um milhão de coisas legais para conhecer e fazer durante uma viagem e a pessoa fica no Facebook. Claro, uns 15 "amigos" vão curtir e ela vai se achar superpoderosa. Há também aqueles que - propositalmente - fazem dos comentários uma extensão do MSN e contam aonde vão, com quem, que horas, para todo mundo ver. Aff. Ter caráter, fazer o bem, cuidar do meio ambiente? Pouco importa. Ter mais de 1000 amigos no Facebook, mais de 50 fotos com a sua marcação, 30 pessoas curtiram seu  último post que recebeu mais de 20 comentários. Isso sim é legal, todos adoram. "Fakebook" seria um nome mais apropriado (fake = falso, em inglês). A falsidade rola mais solta que balão no vento. E não, tudo isso não é inveja. Acreditem. Também tenho do que me gabar, podem ter certeza, se realmente quisesse. É indignação. É decepção. Pergunta que não quer calar: para que tudo isso? Despertar inveja? Deus me livre, tenho medo do poder corrosivo dela em um coração. Expor a minha vida? Não, não faço a mínima questão. Quem tem que saber o que acontece comigo é quem confio e que sei que não irá distorcer as informações. Ufa. Precisava desabafar, estava preso na garganta há dias. Galera, vamos usar o Facebook com consciência, divulgar só o que é legal, conhecimento que vale a pena, humor de verdade, é uma rede social que pode muito mais. Chega de tanto "achismo", tanta besteira, tanta competição para ver quem é mais pop. Tudo tem limite. E quem avisa amigo é. Mil vezes um "não curti" verdadeiro, do que um "curti" mascarado.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisas da Vida

No verão passei por uma experiência que me fez parar e pensar um pouquinho nos acontecimentos da vida. Fomos muito amigas - melhores amigas - desde o Pré-3 (isso existe ainda?) até lá pela 4ª série, 5ª série do ensino fundamental. Naquele tempo de colégio em que a gente não repara (ou não reparava) marca de roupa, modelo do tênis, corte de cabelo, espinha no rosto. A gente simplesmente era amiga, se dava bem, se gostava sem precisar explicar, bastava sentir. Um deslize e ela não avançou junto comigo, ficou um ano atrás. Continuamos nos vendo no colégio até eu acabar o ensino médio, conversando de vez em quando durante o recreio ou nos intervalos das aulas. É claro que ela não sabia mais por quem eu estava perdidamente apaixonada dessa vez (e não me dava a mínima bola, óbvio), nem soube do meu primeiro beijo, tampouco da minha dúvida do que escolher no vestibular. Eu também não sabia mais quais eram os seus segredos. Tanto eu quanto ela tínhamos novas melhores amigas. Encontramo-nos por aí algumas vezes, batemos um papo rápido, aquelas perguntas básicas, sem maiores intimidades, sempre nos despedindo com a promessa de que um dia marcaríamos um café, uma festa, um almoço, uma janta, um encontro para colocar o papo em dia. Mas promessas são difíceis de cumprir, não sou muito chegada nelas. Passou o tempo, até que eu resolvi que queria vê-la. Conversas no MSN e marcou-se a data, a hora, o local. Conversas, risadas, nostalgia, lembranças, novidades, segredinhos, conselhos (que nada adiantaram, quase me irritaram, isso sim). Resumindo, foi bem bom. Tradução (me contaram e resolvi adotar o significado): foi meia boca. Eu não me senti completamente à vontade, alguma coisa parecia estar fora do lugar, a sintonia entre nós não era mais como antes. Meu diabinho quase desejou que o tempo andasse um pouquinho mais depressa. Os anos se passaram, eu mudei, ela mudou, isso estava mais do que claro. Há pessoas na vida que conhecemos um dia e elas serão nossas companheiras a vida toda, até estarmos todos de cabelos brancos (escondidos pela tinta, no meu caso). Mas há aquelas que fazem parte de certo período e depois as vidas tomam caminhos diferentes e nos afastamos naturalmente. Isso nem sempre é ruim. Às vezes é pra ser assim, é melhor que seja assim. Decidi que não quero mais vê-la. Não sem antes me sentir culpada por isso. Quero lembrá-la sempre como uma das minhas melhores amigas, daquele tempo que brincamos, rimos, brigamos, fomos felizes juntas. Foi tão bom, não quero manchar essas lembranças tão boas com momentos mornos, que com certeza não terão a mesma intensidade daqueles vividos anos antes. Suspeito que ela também sentiu que o nosso encontro mostrou que, hoje, somos estranhas uma a outra, não há como negar. Os corações perderam a conexão que existia. Nunca mais nos falamos no MSN. Esse episódio me fez pensar em outras amigas que o contato também foi se evaporando. A gente sente quando não dá mais, quando as cores não se misturam mais, não resultam em um novo tom vivo e brilhante.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dia de Sol Cinza

O dia estava lindo. Começou com neblina, mas ao meio dia o sol estava a pino. Depois do almoço, espera. Ansiedade. Medo da intuição. Positivo. Puts. A gente sempre tem um fiapo de esperança, sempre. Não deu para aguentar, vieram as lágrimas. Disfarce fajuto: óculos escuros. Aperto no peito. Tristeza. Cada passo pesava uma tonelada. Aquela vontade de sumir e ficar sozinha, longe de tudo e de todos. Difícil, quase impossível, no meio do centro de uma grande cidade, apinhado de gente. Não via ninguém, muito menos o sol, não sentia nem frio, nem calor, só uma confusão de sentimentos ao mesmo tempo em que parecia que eu não sentia nenhum, quase em estado de torpor. Mas, como sempre, várias coisas a fazer. Foi preciso tirar forças do que restava do meu autocontrole para reprimir as gotas que insistiam em cair, pareciam ter vida própria. As outras pessoas não precisavam saber o que estava havendo. Dar satisfações era a última coisa que eu queria fazer naquele momento. Passa um tempo e, na fila do banco, uma menininha vira, me olha e sorri para mim. Por um segundo, esqueço-me de tudo e sorrio de volta para ela. Não retribuir seria praticamente uma ofensa. Parecia que ela sabia que eu precisava daquilo. Ou foi um toque de Deus. Um sorriso. Pra lembrar que a gente sempre volta a sorrir. Horas depois, decido atravessar a rua e vejo um homem de terno e gravata, que ao olhar para a catedral que está a uma quadra de distância, não hesita e faz o sinal da cruz, em plena Júlio de Castilhos. Outro sinal de Deus, talvez. Pra lembrar que eu tenho fé suficiente para superar o que vier e que a minha esperança nunca acaba. Não estou sozinha. Mas o dia continuou sem cor. Um mal-entendido e um celular desligado. Resultado: meia hora de espera. De pé. Um poodle branco para quase do meu lado. Cumprimento-o: "Oi!" Ele vira e me olha. Fez-me sorrir, me ganhou, na hora. Entro no carro e, claro, lá vem reclamações, lamentações. E eu naquele estado. Uma das coisas mais tristes da minha vida é ser estranha para quem eu deveria ser o mais transparente possível. Mas a gente aguenta tanta coisa que a gente jamais pensou aguentar. Ontem o dia foi cinza, metade culpa do destino e metade culpa minha, quem sabe. Hoje, por incrível que pareça, choveu e o tempo está feio, mas o dia recebeu uma pincelada. A cor está fraca, mas amanhã ela estará mais forte, com certeza. Basta querer.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Imperfeita

Nunca fui perfeccionista. Nunca quis ser perfeccionista. Se perfeccionismo for considerado uma qualidade, desculpe, essa eu não possuo. Às vezes até sinto uma invejinha dessas pessoas que fazem e refazem tudo umas mil vezes até ficar do jeito que elas consideram perfeito. Chego a pensar que por não ser assim, não sou e talvez nunca seja tão boa quantos eles, os tais perfeccionistas. Até vergonha chego a sentir. E olha que convivo com vários deles. Só que eu não consigo. Para mim, tem que estar bem feito, muito bem feito. Mas perfeito não. Não precisa. Buscar a perfeição é buscar o impossível, é perder os cabelos por nada. Deus me livre ser perfeita, deve ser chato pra caramba nunca estar realmente contente, uma vez que todos sabem que perfeição mesmo não existe e nem nunca vai existir. Eles podem chegar perto, quase lá, mas a linha de chegada é apenas uma miragem. E isso vale para tudo na vida. Às vezes a gente acerta, às vezes a gente erra. Paciência. Precisamos reconhecer nossas imperfeições para assim não buscarmos a perfeição no outro e consequentemente entender que ele também é humano e está à mercê de seus próprios pontos fracos. Seríamos todos muito mais felizes. O filme "Mulheres Perfeitas" está aí para mostrar que para serem perfeitas só as mulheres sendo robôs. Não há outro jeito. E olha que até eles podem dar pane, então imagine nós, pobres mortais. O sol brilha para todos, as estrelas iluminam o céu de todos, as flores exalam seus perfumes para todos. Eles não existem só para os "perfeitos". Aliás, muitos desses quase nem os percebem, de tanto que pensam no mais complexo, no mais "perfeito". Se for falar de algo perfeito, cite um sorriso, um abraço, um olhar, um beijo, uma flor ou o amor. Busquemos sempre o melhor. O melhor, não o perfeito.

Ultimamente tenho ficado sozinha com mais frequencia do que eu era acostumada. Almoçar sozinha virou rotina, infelizmente; uma vez que, almoçar sozinha é umas das piores formas de "sentir a solidão" para mim. Na mesa ali do lado, a família, o pai e a filha, a mãe e o filho, o namorado e a namorada, contam as novidades enquanto saboreiam o prato. Enquanto eu, que no máximo tenho a companhia do meu celular, almoço e olho para todos sem realmente ver ninguém. Meus pensamentos estão sempre a quilômetros de distância, quase no mundo da lua. Outra "solidão" (um pouco triste, eu sei) é quando a gente só quer um abraço e não tem ninguém para dar. Ninguém. Ou porque estão longe ou porque não sabem a razão do desejo do abraço (daí fica um pouco estranho pedir um). Sabe aquela hora que a melhor coisa do mundo seria ouvir: "Vai ficar tudo bem!", seguido de um abraço? Pois é, é tão simples, não custa nada. É de graça! Mas vale mais que ouro. Nessas horas temos que tirar forças de quem está sempre presente e nunca vai nos deixar: nós mesmos. Uma coisa é certa: não é de todo mal ficarmos sozinhos. Dá pra gente pôr os pensamentos em dia, dar um jeito no coração, observar o que acontece ao nosso redor, nos conhecer mais a fundo e, antes de tudo, aprender a ser feliz sozinho. Afinal, nascemos sozinhos e morreremos sozinhos. É claro que com uma boa companhia a nossa alegria duplica, triplica, quadriplica, quase explode! Mas dá - e muito - para sorrir quando estamos a sós também. Eu venho tentando melhorar isso cada dia mais. Acredito que alguém só irá fazer outra pessoa feliz se estiver se sentindo contente muito antes de conhecê-la, sendo feliz primeiro sozinho. Sabe, descobri que eu sou uma boa companhia para mim mesma e até gosto de ficar assim, eu e eu. Às vezes um livro ou fones de ouvido testemunham esses meus momentos solitários. Solitários no sentido de não ter nenhuma pessoa humana do meu lado, porque o sol, as nuvens, as flores, as árvores, os passarinhos estão sempre comigo. Sem esquecer as pessoas queridas que eu levo sempre no meu coração. É bom e faz muito bem saber que a vida pode - e deve - ser colorida quando estamos a gente com a gente mesmo. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cisne Negro

Depois de ser ganhador do Oscar, depois de sair de cartaz e chegar até às locadoras, assisti o filme Cisne Negro. Fiquei impressionada. Não por causa das cenas de masturbação, ecstasy ou sexo entre duas mulheres, não. Mas, sim, como uma obsessão por algo que se deseja é perigosa. Muito perigosa. Como uma base fraca pode ser fatal para o desequilíbrio psicológico. E também como pessoas mal intencionadas agem sem escrúpulos para alcançar os seus próprios objetivos. Cada um interpreta e entende o filme de um jeito diferente, porém depois de um passeio pelo Google para melhorar o meu entendimento do longa-metragem, chego à conclusão que se não tivermos confiança em nós mesmos, todos estamos sujeitos a entrar em paranoia. Uma mãe superprotetora e infeliz, que vê na filha a oportunidade de realizar sonhos antigos que não puderam ser realizados e um professor metendo pressão a toda hora, cada vez mais, não são nem um pouco fácil de lidar. Ainda mais no universo do balé, onde a "perfeição" é quase como requisito básico e torna-se obsessão. No nosso dia-a-dia, estamos sujeitos a não termos a melhor família do mundo com o apoio que mereceríamos, a aqueles "amigos do peito" que do peito só se forem para cravar um faca, chefes totalmente sem noção, professores que esqueceram que um dia já foram alunos e inúmeros outros seres humanos desumanos. Mas humanos. Por que chamá-los de animais seria uma ofensa para os pobres dos bichinhos. Voltando ao filme, uma vez que o "Cisne Negro" começa a mostrar suas garras, uma vez que ele foi repreendido tantas e tantas vezes (nota-se pelo estilo de vida da personagem), não há mais controle. Nina acaba perdendo a noção do que ela realmente quer e do que não quer, não sabe mais o que é certo e errado para ela, "delira" com perseguições. Ela não aguentou a pressão. Sim, vamos escutar o que os outros têm a dizer sobre nós, mas se não for útil, jogamos fora. No lixo, tudo o que não for para o nosso crescimento. Nada de ficar pensando e pensando no que o outro falou, de tanto pensar vira verdade, desregulando nossa cabeça e nosso coração. Devemos saber e defender o que queremos, agarrar o que nos faz bem, ter consciência que ninguém no mundo possui o direito de dizer o que podemos ou não fazer e, o mais importante, nos amarmos e confiarmos em nós mesmos. A nossa liberdade é a nossa vida. Sem ela, a vida é negra.

domingo, 24 de julho de 2011

A-D-O-R-A-R

Adorar. Adoro. Adoro como me olha, me abraça, me beija. Adoro como me faz suspirar, ofegar e descabelar. Adoro como me corrige, me ensina, me apoia. Adoro os recadinhos, as cartas, os e-mails. Adoro os segundos, os minutos, as horas. Adoro as manhãs, as tardes, as noites. Adoro os passeios, as flores, os presentes. Adoro a pele, os músculos, os ossos. Adoro a cor, o cheiro, o gosto. Adoro o chá, o vinho, o champagne. Adoro o sanduíche, o penne, o risoto. Adoro a camiseta, o moletom, a gravata. Adoro as fotos, os vídeos, os momentos. Adoro a voz que desbanca Cateano, Djavan e Ne-Yo. Adoro como jamais passou pela minha cabeça adorar. Adoro a magia inexplicável do adorar. Suspeito de adorar até os defeitos. Adoro sem esperar nada em troca. Adoro pela alegria que dá adorar. Adoro o arco-íris de te adorar. Eu te adoro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Morrer de saudade

"Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto." Caio Fernando Abreu já passou por isso, então não sou a única. Amém. Cheguei a pensar ser possível morrer de saudade. Juro que pensei que eu pudesse morrer de saudade, mesmo. Morrer, literalmente. De saudade. Segundo o Aurélio a saudade é a “lembrança nostálgica e ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia” “pesar pela ausência de alguém que nos é querido”. Perfeito. Saudade é tipo... Saudade. Não tem outro sentimento que seja como a saudade. De manhã, de tarde e de noite. Com chuva, sol, neblina, arco-íris. Ela aparece de qualquer jeito e a qualquer hora. A saudade de tudo o que foi bom é a prova de que nada foi em vão e os momentos especiais ficarão eternos em nossos corações. Mesmo assim, a saudade ainda não é totalmente colorida. Ela é meio desbotada. Sempre será. Ela dá vontade de voltar no tempo e pedir mais um beijo, mais um abraço, mais um carinho, mais alguns minutos daquele paraíso. Sem falar quando a saudade começa antes mesmo do tchau. Às vezes a saudade é tanta que acaba escorrendo pelos olhos. Dá um aperto no peito, uma agonia que parece que se não matarmos a saudade em questão de segundos, não vamos suportar mais viver sem aquilo. Vamos morrer de saudade. Mas os dias passam e a gente vê que aguenta, sim. A gente até sorri com a saudade de vez em quando, olhando para o nada, viajando pelos nossos pensamentos. Eu aguento mais umas semanas, uns dias, umas horas. Mas vamos logo. É melhor não demorar muito. Tenho pressa de dar um fim nela (mesmo acreditando que ela nunca tem realmente um fim). Melhor colorir tudo de uma vez, o quanto antes. Afinal, ainda tenho as minhas dúvidas se é possível morrer de saudade.