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Abra os olhos

Quinta-feira. Faz calor na tarde de começo de outono, como uma espécie de ressaca do verão depois de uma manhã amena. Estamos falantes, como se tivéssemos pressa de colocar para fora. Conseguimos relaxar, enfim. Somos estranhos uns aos outros, mas nem tanto quanto imaginamos. Ao contrário dos sotaques que não deixam mentir. Faz calor. Ele tira o casaco e o cigarro. Está de camisa. Começa a puxar a manga do antebraço direito. Lá vem os traços. A cada dobra, mais uma pista. Biológico, fisiológico, humano. Um coração. Tatuado na minha memória. 
Sábado. É uma manhã nem fria, nem quente. Primeiros acordes da primavera ainda baqueados pelo inverno. Estou naqueles dias. Sensível, com a cabeça nas nuvens e vagarosa nos passos. É quase hora do almoço, ou seja, hora de ir à caça de comida. Prateleiras, esteira, preços, troco, sacolas, porta afora. Minha irmã está ao meu lado. Na outra direção, ela se aproxima. O destino parece o mesmo: supermercado. Algo chama minha atenção. É o casaco. Tem ca…

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Da janela